“O MONSTRO”: DPU diz que Moraes “violou a Constituição” em ação contra Tagliaferro
O Brasil passa por esses absurdos por ter um senado omisso que em sua maioria tem alinhamento de proteção da maioria dos togas preta
Por Hermano Freitas | 17/04/2026
((Foto: Divulgação/TCU))
O Tribunal de Contas da União
(TCU) identificou nesta semana ineficiência no uso de aeronaves da Força Aérea
Brasileira (FAB) por autoridades. Entre janeiro de 2020 e julho de 2024, foram
contabilizados 111 voos com apenas um passageiro e 1.585 operações (o
equivalente a 21% do total) com até cinco ocupantes.
O relatório aponta que o uso de
aviões oficiais é seis vezes e meia mais caro do que o de voos comerciais. No
mesmo período, os gastos estimados com esse tipo de transporte somaram cerca de
R$ 285,2 milhões, caracterizados por ocupação mínima e alto custo aos cofres
públicos.
O TCU calculou que o governo
poderia ter poupado R$ 36,1 milhões se autoridades fossem acomodadas em voos
comerciais ao invés de usar jatos da FAB. O Tribunal ainda afirma que não há
uma razão clara para uso de aviões da FAB ao invés da compra de passagens nas
cias aéreas.
Os dados fazem parte de uma
auditoria operacional que analisou quase 7.500 deslocamentos aéreos realizados
pela FAB, transportando mais de 73 mil passageiros. O TCU informou que a taxa
média de ocupação das aeronaves é de 55%, o que demonstra uma alta subutilização
da capacidade disponível. Os auditores apontam falhas de planejamento e a
carência de mecanismos que priorizem o compartilhamento de voos.
O TCU deu um prazo de 30 dias
para que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica a
apresentarem um plano para reverter o quadro.
O Ministério da Defesa informou à
Corte que cabe às autoridades requerentes dos voos manter o registro de
passageiros, além de garantir que os integrantes tenham vínculo com a agenda
oficial da autoridade. A FAB foi procurada para comentar, mas não retornou o
contato até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto.