Senador ameaçado após CPI o que o STF esconde do Brasil?
Senador denuncia ameaças após CPI e levanta questionamentos: o que está sendo escondido do Brasil?
Por: Edilberto Araújo | 16/04/2026
Que justiça seja feita e corrupto assim seja sacado fora da politica (Foto: Radar News Diário)
Os ministros do Superior Tribunal
de Justiça (STJ) decidiram, por unanimidade, retirar de pauta o julgamento do
ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), que ocorreria na última
quarta-feira (15). A ação penal, que estava prevista para ser retomada às 9h e
depois remarcada para as 14h, acabou sendo suspensa após determinação do
ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão do STF, tomada na
véspera, atendeu a um pedido da defesa e determinou a retirada dos autos de
todas as provas produzidas entre 25 de maio de 2020 e 12 de janeiro de 2021, no
âmbito da Operação Ptolomeu, bem como das evidências delas derivadas. A defesa
argumentava que o uso desses elementos, coletados sem a devida supervisão
judicial, comprometeria a legalidade do processo.
A ministra do STJ, Nancy
Andrighi, relatora do caso, já havia votado em dezembro de 2025 pela condenação
de Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão, pelos crimes de organização criminosa,
corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações–. No entanto, o
julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro João Otávio
Noronha.
Com a nova decisão do STF, a
defesa de Cameli recorreu ao STJ para que o julgamento não prosseguisse antes
do cumprimento da ordem. A ministra Nancy Andrighi e os demais ministros da
Corte Especial entenderam que, embora as provas anuladas não tivessem sido
usadas na denúncia ou no voto da relatora, o caso deveria ser retirado de pauta
até que a determinação do STF fosse integralmente cumprida–. A avaliação é que,
sem a exclusão do material considerado ilícito, qualquer deliberação poderia
ser considerada nula.
Com a suspensão, o STJ ainda não
definiu uma nova data para o julgamento do ex-governador, que renunciou ao
cargo no início de abril para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de
2026.
A fragilidade da justiça quando
se refere a corrupção no Brasil. Se fosse um país sério no mínimo já estaria
afastado para que não pudesse concorrer a nenhum cargo, o Brasil se encontra
como está comandado por corruptos por falta de cumprimento das leis com
seriedade.
Lugar de corrupto é na cadeia é
não representando o cidadão de bem desse país. Doa onde doer.