Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por Guilherme Grandi/Gazeta | 22/01/2026
((Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil))
Quando um ministro do STF deveria
ser um guardião das leis, mas não é. Vergonhoso um magistrado se envolver em escândalos
desse nível o nosso Brasil está sendo jogado na lama por esse tipo ministro.
As viagens do ministro Dias
Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a um resort no interior do Paraná
custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos com o pagamento de diárias a
seguranças que fizeram sua escolta desde, pelo menos, dezembro de 2022. Dados
apurados pelo site Metrópoles divulgados nesta quinta (22) apontam que ele
passou 168 dias no Resort Tayayá, localizado na cidade paranaense de Ribeirão
Claro.
Na prática, aponta a apuração, o
período equivale a um de cada sete dias no local, um padrão de deslocamento que
chamou a atenção pelo volume e pela frequência. Os dados sobre as idas de
Toffoli ao Tayayá foram inferidos a partir das diárias de segurança pagas pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo. Mesmo o resort
ficando no Paraná, o TRT-2 costuma enviar equipes para escoltar o ministro
durante as estadias.
A Gazeta do Povo procurou o
gabinete do ministro no STF e o TRT-2 para se pronunciarem sobre a apuração e
aguarda retorno. O Metrópoles não recebeu respostas aos questionamentos.
Segundo os dados apurados, as
descrições das despesas no site do tribunal relatam o serviço de “Prestar apoio
em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na
cidade de Ribeirão Claro”.
Normalmente, aponta, quatro ou
cinco agentes são destacados para a segurança de Toffoli no resort. Quando a
permanência ultrapassa cinco dias, as equipes são substituídas para manter o
esquema de proteção.
No fim de 2025, Toffoli chegou a
fechar todo o resort para a realização de uma festa privada. O evento contou
com grupo de samba e a presença do ex-jogador Ronaldo Fenômeno, segundo
relatos.
Funcionários do próprio
estabelecimento afirmam que Toffoli seria o verdadeiro dono do Resort Tayayá
até hoje, mesmo após a venda formal do empreendimento. Desde abril de 2025,
quando o resort foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, Toffoli esteve
no local sete vezes. Nessas viagens posteriores à venda, permaneceu 58 dias no
Tayayá.
Barbosa, o comprador oficial do
resort, já prestou serviços advocatícios à JBS, uma das empresas da holding
J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. No entanto, segundo apurou o
Metrópoles na própria cidade de Ribeirão Claro, o local é chamado informalmente
de “resort do Toffoli”.
No complexo, o ministro mantém
uma embarcação ancorada no píer do resort e utiliza uma casa de uso exclusivo
em uma área chamada “Ecoview”, destinada a hóspedes de alto padrão. Entre as
atrações oferecidas pelo Tayayá está um pequeno cassino com máquinas
caça-níqueis e mesas para jogos como blackjack.