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Da Redação | 07/08/2026
Vamos descobrir que lado tem nossos candidatos ao senado (Foto: Radar News Diário)
Se a disputa pelo Governo chegar
a dois nomes, os palanques vão revelar quem realmente tem lado e quem prefere
ficar em cima do muro.
Na estrada da corrida eleitoral
de 2026, algumas peças do tabuleiro já começam a se movimentar. E, no Acre, uma
pergunta começa a incomodar muita gente: com quem os candidatos ao Senado vão
andar caso a eleição para o Governo do Estado chegue ao segundo turno?
Vamos imaginar os cenários.
Alan Rick x Bocalom.
Mailza x Alan Rick.
Bocalom x Mailza.
Em qualquer uma dessas
combinações, haverá candidatos ao Senado obrigados a tomar uma decisão. Vão
subir no palanque? Vão pedir votos? Vão declarar apoio? Ou vão escolher o velho
caminho da neutralidade, esperando o resultado das urnas para depois aparecer
ao lado de quem venceu?
Essa é uma pergunta que o eleitor
acreano precisa fazer desde já.
AS ALIANÇAS DE HOJE PODEM
EXPLICAR OS PALANQUES DE AMANHÃ
Na política, ninguém deve olhar
apenas para o discurso feito em época de campanha. É preciso olhar para o
caminho percorrido.
Quem esteve com quem? Quem apoiou
quem nas eleições anteriores? Quem participou das decisões políticas? Quem se
afastou? Quem permaneceu próximo? E, principalmente, quem poderá estar junto no
segundo turno?
No caso de uma eventual disputa
entre Bocalom e Alan Rick, por exemplo, será que todos os candidatos ao Senado
estarão dispostos a entrar na disputa? Ou alguns preferirão permanecer em
silêncio?
E se o segundo turno for entre
Mailza Assis e Alan Rick, como ficará o mapa das alianças?
Mas existe um cenário que poderá
colocar muitos partidos e lideranças diante de uma escolha ainda mais delicada:
Mailza Assis x Bocalom.
Nesse caso, grupos que hoje
possuem interesses diferentes terão que decidir de que lado ficar ou assumir
publicamente que preferem não escolher nenhum dos dois.
NEUTRALIDADE TAMBÉM É UMA ESCOLHA
Existe uma velha prática na
política: esperar para ver quem vai ganhar.
O candidato fica neutro, não se
compromete, não entra na briga e, depois do resultado, aparece ao lado do
vencedor como se sempre tivesse estado ali.
Mas será que o eleitor não merece
saber disso antes?
Se uma liderança acredita que
determinado candidato é o melhor para governar o Acre, por que não assumir essa
posição publicamente?
Se acredita que outro candidato
representa o melhor caminho, que diga também.
E se não quiser apoiar ninguém,
que explique ao eleitor o motivo.
O que não pode acontecer é o
eleitor descobrir somente depois da eleição quais eram as verdadeiras alianças
políticas existentes nos bastidores.
O ELEITOR PRECISA ENXERGAR ALÉM
DO SANTINHO
A eleição de 2026 não será apenas
uma escolha de nomes. Será uma escolha de projetos, grupos e alianças.
Por isso, o eleitor que pretende
votar para o Senado também precisa observar a eleição para o Governo.
Porque uma coisa pode estar
diretamente ligada à outra.
Quem será eleito senador poderá
ter que trabalhar com o futuro governador. E o futuro governador poderá
precisar dos senadores para defender os interesses do Acre em Brasília.
Então a pergunta não é apenas:
“Em quem você vai votar?”
A pergunta também precisa ser:
“Com quem esse candidato vai
andar quando a eleição apertar?”
O ACRE VAI DESCOBRIR QUEM TEM
LADO
O segundo turno, se acontecer,
poderá ser o momento da verdade.
Os discursos serão colocados à
prova. As alianças serão expostas. Os partidos terão que se posicionar. E
aqueles que hoje tentam agradar a todos poderão ser obrigados a escolher um
lado.
No primeiro turno, é fácil dizer
que todos são aliados do povo.
No segundo turno, quando restarem
apenas dois candidatos, será preciso mostrar quem realmente está com quem.
E é justamente aí que o eleitor
precisa prestar atenção.
Porque, na política, muitas vezes
o silêncio também fala.
E o palanque onde cada candidato
estiver poderá dizer muito mais do que milhares de palavras durante a campanha.
Radar News: informação, opinião e
os bastidores da política do Acre.