Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 05/02/2026
(Foto: Agência Brasil)
O reajuste nos salários de
servidores da Câmara e do Senado, aprovado na terça (03) e que juntou direita,
esquerda e Centrão, tem um impacto previsto de R$ 790 milhões, maior do que a
expectativa de receita de 95% dos municípios do Brasil.
A votação da urgência e do mérito
dos projetos foi feita a toque de caixa após acordo fechado por líderes. As
propostas foram aprovadas por deputados e senadores, em votações em plenário,
em menos de 3 horas. Apenas o Novo votou contra o aumeto. Votação simbólica
acabou blindando os parlamentares.
Os reajustes aos servidores
seguem para sanção de Lula (PT). Os textos preveem acréscimos anuais no
vencimento básico dos servidores entre 2026 e 2029. Estabelecem também uma
Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico, que pode chegar a 100% do
vencimento básico dos funcionários.
Os penduricalhos podem elevar as
remunerações acima do teto do funcionalismo público, hoje fixado em R$
46.366,19. Caso os projetos sejam sancionados, o teto salarial no Legislativo
poderá chegar a R$ 77 mil. Folgas também poderão ser convertidas em indenização
paga em dinheiro, sem impacto no teto salarial.
De acordo com informações
enviadas pelo governo Lula à Lei Orçamentária Anual (LOA) e referendadas pelo
Congresso, ao final de 2025, a previsão é que os ajustes tenham impacto de R$
592 milhões na Câmara e R$ 198 milhões no Senado.
Segundo dados de receitas
orçamentárias municipais em 2024 compilados pelo Tesouro no Sistema de
Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sincofi), 5.271
municípios registraram uma receita esperada abaixo do valor aprovado pelo
Congresso como remuneração dos servidores. Ao todo, são 5.526 municípios.
Os dados analisados são do ano de
2024, porque os números referentes ao ano de 2025 ainda não estão totalmente
disponíveis no site do Tesouro. Também foram utilizados como parâmetro as
receitas, uma vez que as despesas totais incluem gastos que vão além do
necessário para o funcionamento dos serviços públicos, como pagamento de juros
e multa.
Nenhum desses municípios têm mais
de 250 mil pessoas, sendo que 83 deles têm entre 100 e 250 mil pessoas. E
juntos, eles totalizam uma população de 96,6 milhões de pessoas. Em média esses
municípios somam, 18 mil habitantes.
Pelo menos, 2.625 desses
municípios orçaram uma receita equivalente a até 10% (R$ 79.041.865) do valor
total que o Congresso vai gastar com os reajustes.
Além disso, os municípios de
Bandeira do Sul (MG) e Quinta do Sol (PR), com população de até 6 mil
habitantes, orçaram uma receita menor do que R$ 10 milhões.
Por outro lado, o estado do Rio
de Janeiro foi a unidade federativa que mais reuniu, proporcionalmente,
municípios que tiveram receita acima de R$ 790 milhões. Por lá, foram 26,
dentre os 91, equivalente a 28,6%. Em seguida aparece o estado de São Paulo,
com 71 municípios (11% do total).
Seis estados tiveram apenas um
município com receita acima do reajuste e outros quatro tiveram apenas dois
municípios acima deste parâmetro.