Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por Enzo Fachini | 30/01/2026
Alexandre de Moraes: um dos responsáveis pela desmoralização do STF. (Foto: Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Não existe sistema
jurídico-político perfeito. Isso é trivial. Se existisse, teria sido adotado
por qualquer país que levasse a democracia minimamente a sério ao menos se considerarmos que democracia não é
um ideal sofisticado, mas o ponto de partida. A experiência brasileira mostra
que o modelo de freios e contrapesos já funcionou. Pessoas ligadas ao Poder
Executivo foram investigadas por órgãos estatais a ele vinculados.
Uma presidente da República foi
afastada pelo Congresso, em um processo que, concorde-se ou não com o mérito
político, demonstrou capacidade institucional de contenção. Parlamentares e
autoridades do alto escalão já foram processadas e condenadas criminalmente.
Decisões judiciais abusivas também já foram revistas por tribunais superiores.
Até magistrados passaram a responder por desvios ligados ao exercício do cargo
em escândalos recentes. O sistema, portanto, não é uma abstração teórica: ele
já operou.
O Senado não age contra os abusos
do STF. Não fiscaliza. Não reage. Seja por conveniência, medo ou dependência
política, consolidou-se um pacto informal de autopreservação entre os Poderes
O problema começa quando o
desequilíbrio se instala no topo. O que acontece quando o poder que deveria ser
o último freio, como o Supremo Tribunal Federal (STF) passa a atuar sem freios
visíveis? Quando a instância que encerra todos os debates parece não admitir
qualquer forma de controle?
A Constituição não deixa margem a
dúvidas. Cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por crimes
de responsabilidade (art. 52, II). Esse mecanismo não é simbólico; existe
justamente para impedir a concentração absoluta de poder.
Na prática, porém, tornou-se
letra morta. O Senado não age contra os abusos do STF. Não fiscaliza. Não
reage. Seja por conveniência, medo ou dependência política, consolidou-se um
pacto informal de autopreservação entre os Poderes um jogo de retaliações silenciosas, típico de
um faroeste institucional. Nesse cenário, a pergunta incômoda surge
naturalmente: quem freia o Supremo?
A resposta é desconfortável, mas
simples. Quando os mecanismos institucionais falham, sobra o voto. O voto não
como gesto simbólico, mas como última instância de correção do sistema. Sem
parlamentares independentes, sem passivos judiciais, sem padrinhos e sem medo
de retaliação do STF, o controle constitucional vira ficção. O problema não
está apenas nas instituições está na qualidade de quem as ocupa.
Sem renovação política real, o
desequilíbrio deixa de ser episódico e passa a ser estrutural. E nenhuma
democracia sobrevive quando o poder máximo deixa de ser efetivamente contido
por qualquer outro.