Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 14/01/2026
((Foto: Wallace Martins/STF.))
Nos últimos anos, o nome do
ministro Alexandre de Moraes deixou de ser apenas mais um entre os integrantes
do Supremo Tribunal Federal (STF) e passou a ocupar o centro do poder
político-institucional brasileiro. A pergunta que muitos brasileiros fazem e
que ecoa nas ruas, nas redes sociais e nos bastidores do Congresso é simples e
direta: como um ministro do Judiciário passou a concentrar tamanho poder no
país?
A resposta começa pela omissão
dos demais Poderes. O vácuo deixado por um Congresso fraco lá no início
Alcolumbre e Pacheco, muitas vezes submisso, e por um Executivo que prefere o
conforto da conveniência política ao enfrentamento institucional, abriu espaço
para que o STF e, em especial, Alexandre de Moraes avançasse sobre atribuições
que não lhe cabem constitucionalmente.
Moraes acumulou funções de
investigador, acusador, delegado e julgador em inquéritos altamente sensíveis,
algo que fere princípios básicos do Estado Democrático de Direito. A condução
de investigações de ofício, sem provocação do Ministério Público, criou um
precedente perigoso, no qual um único ministro passa a decidir quem será
investigado, punido ou silenciado.
Outro fator determinante é o
discurso do “combate à desinformação”, usado como justificativa para medidas
extremas. Sob esse pretexto, decisões monocráticas têm resultado em censura
prévia no país, bloqueio de perfis, multas milionárias e até prisões indevidas,
muitas vezes sem o devido contraditório ou ampla defesa. O que deveria ser
exceção virou regra no STF.
A passividade do Senado Federal,
responsável constitucionalmente por fiscalizar e, se necessário, julgar
ministros do STF, também contribui para esse cenário ficasse calado. Processos
de impeachment simplesmente não avançam por fraqueza e medo da maioria dos
senadores, transformando a Corte em uma instância praticamente intocável, acima
de qualquer controle e da constituição Federal.
Além disso, parte da grande mídia
e setores políticos passaram a tratar Alexandre de Moraes como uma espécie de
“guardião da democracia”, blindando-o de críticas legítimas. Quem ousa
questionar seus atos é rapidamente rotulado como “inimigo das instituições”,
numa estratégia que sufoca o debate público e enfraquece a democracia que dizem
defender que é uma grande mentira.
O resultado de tudo isso é um
país onde o equilíbrio entre os Poderes foi distorcido. Não existe democracia
saudável quando o poder se concentra em uma única figura, sem freios como está
o STF, sem limites claros e sem prestação de contas ao povo brasileiro.
Questionar o poder excessivo de
Alexandre de Moraes não é atacar a democracia é, justamente, tentar salvá-la a.
O Brasil precisa urgentemente resgatar o respeito à Constituição, à separação
dos Poderes e às liberdades individuais. Sem isso, o risco não é apenas
jurídico ou político, mas histórico que envergonha qualquer país.
Por: Edilberto Araújo