PL vota em peso por reajuste do Legislativo e criação de cargos no Executivo

Mesmo com o discurso público de oposição ao PT e de defesa da responsabilidade fiscal, parlamentares do PL votaram em peso a favor do reajuste de salários do Legislativo e da criação de novos cargos no Executivo comandado pelo PT

Por: Edilberto Araújo | 04/02/2026

PL vota em peso por reajuste do Legislativo e criação de cargos no Executivo

(Foto: Jornal Nacional/ Reprodução)

Mesmo com o discurso público de oposição ao PT e de defesa da responsabilidade fiscal, parlamentares do PL votaram em peso a favor do reajuste de salários do Legislativo e da criação de novos cargos no Executivo comandado pelo PT. A decisão gerou forte reação entre eleitores e apoiadores do partido, que veem no gesto uma clara contradição entre o discurso e a prática.

Enquanto a população enfrenta dificuldades com inflação, serviços públicos precários e aumento do custo de vida, a prioridade de parte do Congresso foi garantir mais gastos com a máquina pública. O projeto aprovado amplia despesas permanentes, fortalece o inchaço do Estado e vai na contramão do que o próprio PL costuma defender em campanhas eleitorais.

A criação de cargos no Executivo petista também chama atenção por fortalecer politicamente o governo do PT, dando mais espaço para indicações políticas e acomodação de aliados, algo que sempre foi alvo de críticas da direita. Ainda assim, na hora do voto, a maioria dos parlamentares do PL optou por apoiar a medida.

O episódio reforça a percepção de que, em Brasília, o discurso muitas vezes muda conforme a conveniência. Para o eleitor conservador, fica o alerta: quem promete enxugar o Estado e combater privilégios não pode, ao mesmo tempo, votar por mais cargos, mais gastos e mais poder para o governo do PT.

Precisamos o mais rápido possível sacar fora da política através do voto, esses deputados do PL que tem votado com o governo para se beneficiar dos projetos petistas da compra de votos em 2026. A direita não pode aceitar e muito menos o PL partido de Bolsonaro, aceitar que seus deputados na maioria passem a votar em projetos de compra de voto da esquerda.