PF adia depoimentos de três investigados por negócios do Master com o BRB

A Polícia Federal adiou na última terça-feira (27) os depoimentos de três investigados no inquérito que apura suspeitas de fraudes

Por: Edilberto Araújo | 28/01/2026

PF adia depoimentos de três investigados por negócios do Master com o BRB

((Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil))

A Polícia Federal adiou na última terça-feira (27) os depoimentos de três investigados no inquérito que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo os negócios do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB). As oitivas foram suspensas após as defesas alegarem falta de acesso aos autos da investigação.

Estavam previstos os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. Apenas o ex-diretor do Master, Luiz Antônio Bull, foi ouvido entre os agendados para o dia.

“O senhor Luiz Bull sempre esteve e continuará à disposição das autoridades. Respondeu hoje absolutamente todas as perguntas, tanto da autoridade policial, quanto do Ministério Público, quanto do juiz-instrutor aqui do Supremo Tribunal Federal, no interesse sempre de colaborar com as investigações”, afirmou o advogado Augusto Botelho, que defende Bull.

Já as defesas dos demais investigados alegaram que não tiveram acesso integral ao conteúdo do inquérito, o que inviabilizaria o depoimento neste momento. Uma nova data será marcada pela Polícia Federal.

Na véspera, a autoridade ouviu o diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior, enquanto que o superintendente-executivo de Tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira, optou por permanecer em silêncio. Os demais depoimentos agendados para o dia, de André Felipe de Oliveira Seixas Maia  ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno, que gerou créditos de dívidas revendidos ao BRB e de Henrique Souza e Silva Peretto, proprietário formal da Tirreno, foram adiados para uma nova data a ser definida também sob a alegação de falta de acesso integral às provas.

A investigação apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao BRB, além da venda de carteiras de crédito sem lastro no valor de R$ 12,2 bilhões ao banco estatal. As transações levaram à Operação Compliance Zero, que acabou ampliada para outros crimes que teriam sido cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e pessoas ligadas a ele – seu cunhado foi preso na segunda fase.