O que falta para o Acre se desenvolver e crescer financeiramente?

O Acre continua preso a um ciclo de baixo crescimento econômico, dependência quase total de recursos federais e poucas oportunidades reais para sua população.

Por: Edilberto Araújo | 16/01/2026

O que falta para o Acre se desenvolver e crescer financeiramente?

(Foto: Arquivo/Secom.)

O Acre continua preso a um ciclo de baixo crescimento econômico, dependência quase total de recursos federais e poucas oportunidades reais para sua população. A pergunta que ecoa há décadas é simples, mas incômoda: o que falta para o estado do Acre, afinal, se desenvolver e crescer financeiramente homens de caráter no governo, pessoas que tenha um espirito de empreendedor que até os dias de hoje não teve?

A resposta passa por vários fatores, mas todos convergem para um ponto central: falta decisão política com foco em desenvolvimento de longo prazo tornar o estado em um seleiro de indústria para geração de emprego.

Dependência excessiva do setor público

Hoje, a economia acreana gira majoritariamente em torno do funcionalismo público. Prefeituras, governo do Estado e órgãos federais e bolsa família são os maiores empregadores. Isso cria um cenário frágil: quando o setor público não contrata, a economia trava. O setor privado segue sufocado por burocracia, impostos e falta de incentivos fiscais e reais.

Pouco incentivo ao empreendedorismo

Abrir e manter uma empresa no Acre ainda é um desafio. Falta crédito acessível, apoio técnico, desburocratização e políticas claras para quem quer investir. Pequenos e médios empreendedores acabam desistindo do Acre e migrando para outros estados, levando consigo empregos e renda que poderia ser no estado.

Infraestrutura precária

Sem estradas de qualidade BR 364 virou quase ramal, logística eficiente e energia confiável, não há desenvolvimento sustentável em nenhum lugar do mundo. A dificuldade de escoar produção agrícola, extrativista e industrial torna o Acre pouco competitivo. Enquanto outros estados avançam, o Acre permanece isolado, pagando mais caro por tudo.

Potencial econômico desperdiçado

O Acre possui riquezas naturais, capacidade agrícola, potencial no turismo ecológico e na bioeconomia. No entanto, esses setores são explorados de forma tímida, muitas vezes travados por discursos ideológicos ou falta de planejamento técnico. Desenvolvimento não é destruir o meio ambiente, mas usar com responsabilidade e inteligência.

Falta de políticas sérias de geração de emprego

Programas sociais são importantes, mas não substituem empregos formais. O que falta é uma política firme de atração de empresas, indústrias e investimentos. Sem isso, jovens continuam deixando o estado em busca de oportunidades em Rondônia, Amazonas, Goiás e São Paulo e Santa Catarina.

Educação desconectada do mercado

Outro problema grave é a formação profissional distante da realidade econômica. Cursos técnicos e profissionalizantes ainda não acompanham as demandas do mercado de trabalho, deixando milhares de jovens sem perspectiva de melhorar a vida.

Política que pensa pouco no futuro

O Acre sofre com gestões que pensam apenas no curto prazo e em disputas eleitorais. Falta um projeto de estado, contínuo, independente de partidos, que priorize desenvolvimento, emprego e renda para seu povo.

Conclusão

O que falta para o Acre crescer não é dinheiro, nem potencial, nem gente trabalhadora. Falta coragem política, visão estratégica e compromisso real com quem vive aqui. Enquanto o discurso não virar ação, o Acre continuará assistindo ao seu próprio atraso e pagando um preço alto por isso.

Agora é você eleitor que tem a missão de deixar de votar por amizade ou venda de voto, e votar com sua consciência e caráter e escolher um candidato que não troque seu voto por emendas pense nisso.