O estoque ficou fora da faixa
prevista no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, que estabelece
intervalo entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Em 2025, a dívida federal
havia encerrado o ano em R$ 8,6 trilhões.
O prazo médio da DPF também ficou
fora da meta do PAF. O indicador passou de 4,01 anos em junho para 4,94 anos em
julho, acima do intervalo de 3,8 anos a 4,2 anos estabelecido para 2026.
A DPF é formada pelos empréstimos
contraídos pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do
governo federal. A dívida pode ser classificada conforme a forma de
endividamento e a moeda utilizada nos fluxos de recebimento e pagamento.
A composição da dívida em julho
foi concentrada em títulos vinculados à taxa básica de juros, a Selic,
atualmente em 14% ao ano. Os papéis atrelados à taxa flutuante representaram
51,11% do estoque. Na sequência, vieram os títulos vinculados a índices de
preços, com 26,02%; os prefixados, com 19,22%; e os atrelados ao câmbio, com
3,65%.
As instituições financeiras
continuaram como os principais detentores da dívida, com participação de
31,34%, ante 31,76% em junho. A Previdência Social respondeu por 22,73%, contra
23,52% no mês anterior.
Entre os demais detentores, os
Fundos de Investimento tinham participação de 22,23%, com estoque de R$ 1,9
trilhão; os Não residentes, de 9,82%, com R$ 879 bilhões; as Seguradoras, de
3,32%, com R$ 297 bilhões; o Governo, de 2,70%, com R$ 241 bilhões; e Outros,
de 4,80%, com R$ 429 bilhões.
A reserva de liquidez da dívida,
usada para cobrir os vencimentos dos títulos públicos, aumentou 1,89% em julho,
de R$ 1,34 bilhão para R$ 1,37 bilhão. Segundo o Tesouro, o montante em caixa é
suficiente para cobrir 7,81 meses de vencimentos.