Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 06/02/2026
(Os coisas ruim)
Os ministros do Supremo Tribunal
Federaç (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado o presidente
do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para impedir a instalação da
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, que pretende
investigar, além da liquidação, possíveis irregularidades envolvendo familiares
e aliados dos magistrados. As informações são do jornal O Globo.
O pedido de criação da comissão
foi protocolado na última terça-feira (3) com 281 assinaturas – 42 senadores e
239 deputados –, acima do mínimo necessário de 27 senadores e 171 deputados. A
bancada do PL lidera com 89 adesões.
Segundo fontes que acompanham as
negociações, parte do STF teme que a investigação aprofunde o desgaste da
corte, especialmente diante de decisões controversas de Toffoli no caso Master.
Entre elas estão a imposição de sigilo às investigações, a realização de
acareações antes da coleta completa de depoimentos e o encaminhamento inicial
de material apreendido diretamente ao gabinete do ministro, posteriormente
enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A pressão também se relaciona a
contratos envolvendo familiares dos magistrados. O contrato da advogada Viviane
Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master previa pagamentos
mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, totalizando cerca de R$ 130 milhões. O
documento indicava atuação junto a órgãos como Banco Central, Cade, Receita
Federal e PGFN, sem registros públicos de atividades efetivas.
A oposição também pretende apurar
conexões de Toffoli com o resort Tayayá, no Paraná. Parte da propriedade ligada
ao ministro foi adquirida por fundos de investimento do pastor Fabiano Zettel,
cunhado do dono do Master, levantando suspeitas sobre possíveis conflitos de
interesse.
Até agora, nem Alcolumbre nem o
presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) demonstraram
intenção de autorizar a CPMI. Nos bastidores, Alcolumbre avalia criar uma
comissão composta apenas por senadores, o que facilitaria o controle sobre a
investigação.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ),
autor do requerimento, afirmou que a comissão busca investigar relações entre
gestores privados, agentes públicos e autoridades, além de possíveis omissões
regulatórias e interferências no Banco Central durante a liquidação
extrajudicial do Master e negociações com instituições financeiras estatais.
Segundo o parlamentar, questões
relevantes não foram totalmente exploradas nos depoimentos prestados ao STF,
reforçando a necessidade de uma investigação independente no Congresso.