A reunião realizada na comunidade
do PA Acrelândia, no Ramal da Eletrônica, terminou marcada por cobranças,
desabafos e uma pergunta que incomoda: o que, de fato, a gestão da agricultura
municipal tem feito pelo homem do campo perguntou Mauro nessa comunidade?
Durante o encontro, o cidadão
Risomar chamou a atenção do secretário Gildésio por, segundo seu relato, ter
sido chamado de “mentiroso” pelo secretário em um episódio relacionado à queda
de uma ponte na comunidade. Risomar afirmou que, na época, o secretário não
conhecia a realidade dos fatos e questionou a postura adotada diante dos
moradores.
Segundo o agricultor, a impressão
deixada foi de que o episódio teria sido utilizado para tentar “se aparecer
para a comunidade”, como se o secretário fosse o verdadeiro responsável pelas
ações realizadas. A declaração provocou um debate sobre quem realmente está
presente nas comunidades rurais quando os problemas aparecem.
Mas o momento mais contundente
veio quando o secretário Mauro, da Agricultura, iniciou sua fala fazendo uma
pergunta direta aos moradores:
“O que a Secretaria de
Agricultura já fez por esta comunidade?”
A resposta foi unânime entre os
presentes: “Nada!”
A manifestação dos moradores
expôs uma realidade que merece atenção da gestão. Conforme relatado durante a
reunião pelo o próprio secretário, a Secretaria de Agricultura trabalha com um
universo de mais de 5 mil agricultores no município, mas, segundo a própria
informação apresentada, teria conseguido atender pouco mais de 600 produtores
até agora.
Se os números apresentados
estiverem corretos, fica uma pergunta inevitável: e os milhares de agricultores
que continuam esperando assistência, apoio, máquinas, recuperação de ramais,
açudes, pontes e políticas públicas para produzir com mais quantos anos vão ser
atendidos?
A agricultura familiar não pode
ser lembrada apenas em época de campanha eleitoral ou quando autoridades
precisam de fotografia ao lado do produtor rural. Quem vive no campo precisa de
presença permanente do poder público.
A situação relatada pelos
moradores do PA Acrelândia levanta um questionamento ainda maior sobre os
resultados da política agrícola municipal. Cinco anos e oito meses de gestão
são tempo suficiente para apresentar resultados concretos.
O agricultor não quer discurso.
Quer estrada para escoar sua produção, ponte para não ficar isolado, apoio
técnico, máquinas trabalhando, incentivo à produção e condições para permanecer
no campo.
Enquanto os números são
apresentados em reuniões e discursos, o produtor rural continua olhando para a
estrada que no verão fica de boa, mas com as chuvas viram atoleiros em grande
parte, para a ponte, para o ramal e para sua produção, esperando uma resposta.
A pergunta que fica para a
administração municipal é simples: depois de cinco anos e oito meses, quanto a
agricultura de Acrelândia realmente avançou?
“O prefeito Graya, garantiu que
está fazendo de tudo para regularizar essa deficiência, e que segundo o
prefeito foi dividido o município em 4 setor, para cada setor ficar maquina em
cada região para atender, e com isso quem vai ser beneficiado é o homem do
campo. Concluiu o prefeito”.
Mas mesmo assim a comunidade vai
aguardar. porque, para quem estava naquela reunião, a resposta parece ter sido
dada de forma clara: “Nada.”
Temos áudios da reunião.
Fica o espaço caso alguém citado
queira se manifestar. radarnewsdiario38@gmail.com