PF apura fraudes na emissão de seguro trabalhista
Policia Federal fez busca e apreensão de documentos e aparelhos de denunciados em Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
Da Redação | 30/07/2026
Isso é que dar ser filho de raposa (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um
inquérito sobre o empresário Fábio Luis da Silva, filho do presidente Lula. A
corporação deseja apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência. A
notícia foi antecipada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Radarnewsdiario.com.br.
A defesa de Lulinha classificou a iniciativa como “pesca probatória”.
Segundo a reportagem da Folha de São
Paulo, as suspeitas que pairam sobre Lulinha não estariam mais relacionadas ao
desvio de aposentadorias no INSS, mas a um suposto esquema de tráfico de
influência relativo à comercialização de cannabis medicinal em programas do
Ministério da Saúde. Mendonça recebeu na quarta-feira e autorizou o pedido do
inquérito, confirmaram fontes ligadas à investigação nesta quinta-feira (30).
Favorecimento ao Careca do INSS
As suspeitas dariam conta de uma
interferência do filho do presidente para favorecer a empresa World Cannabis,
ligada a Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", por
meio de sua amiga Roberta Luchsinger. Até o momento, só havia sido confirmada
uma viagem de Lulinha a Portugal bancada pelo Careca do INSS.
O advogado de Roberta, Bruno
Ribeiro, chamou o pedido de investigação de uma “tentativa de melhor de três”.
“Quando não se encontra nada na primeira, tenta-se novamente até conseguir
algum elemento que possa ser explorado politicamente. Não faz o menor sentido
reabrir uma investigação que já havia sido finalizada, a não ser para poder
explorar isso politicamente”, declarou.
A possível investigação também
foi criticada pelo advogado do filho do presidente. “Ele não foi ouvido, não
temos conhecimento deste inquérito. O que parece é que tentaram de um lado, não
deu, e agora tentam de outro”, analisou o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de
Carvalho, que também é coordenador da campanha de Lula pela reeleição.
Para Guilherme Suguimori, que
integra a equipe de Lulinha, o desdobramento da investigação demonstraria que a
PF fracassou em conseguir comprovar seu envolvimento com os temas da Operação
Sem Desconto.
"Uma nova investigação
alheia à Operação Sem Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que
injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes
do INSS", afirmou Suguimori.
Carvalho também lembra a quebra
de sigilo, autorizada por Mendonça em janeiro, que identificou movimentações milionárias,
mas não resultou em oitiva. "Quebraram o sigilo e não acharam nada. Ele
não tem nenhuma relação com os fatos. Tentaram de uma forma, não conseguem, e
tentam de outra”, completou Carvalho.
A PF informa que não comenta
investigações em andamento.