Lula diz estar “indignado” por Trump ter autorizado prisão de Maduro

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (23) que está “indignado” com a operação militar dos Estados Unidos

Por: Edilberto Araújo | 23/01/2026

Lula diz estar “indignado” por Trump ter autorizado prisão de Maduro

((Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil))

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (23) que está “indignado” com a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura e remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro para julgamento em solo norte-americano. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA).

Lula classificou a ação como uma grave violação da soberania venezuelana e da integridade territorial da América do Sul, argumentando que o uso da força pelos EUA rompeu com princípios básicos do direito internacional. “Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz”, declarou o presidente brasileiro, ressaltando que o país não aceitará intervenções militares unilaterais na região.

O chefe do Executivo também criticou implicitamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por autorizar a ofensiva que levou à prisão de Maduro considerado por Washington responsável por narcotráfico e outras acusações graves e por ter descumprido, na avaliação de Lula, normas internacionais de convivência entre nações.

Em suas redes sociais, o presidente brasileiro classificou a operação como uma “afronta gravíssima” ao direito internacional e advertiu para o risco de um precedente perigoso que normalize ações militares diretas contra países soberanos. Ele reforçou que a ruptura da Carta das Nações Unidas em nome de interesses de uma potência externa compromete a estabilidade global.

O posicionamento de Lula contrasta com líderes de outras nações da região e divide opiniões: enquanto alguns governantes veem a queda de Maduro como uma oportunidade de mudança, o Brasil advoga por soluções diplomáticas e diálogo, rejeitando a ideia de intervenções militares como caminho para resolver crises políticas.