Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Da redação | 02/02/2026
(Foto: Victor Piemonte/STF.)
O presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu oficialmente o Ano Judiciário de
2026 nesta segunda-feira (2) com um discurso centrado na responsabilidade
institucional, na transparência e na necessidade de o tribunal adotar mecanismos
de autocorreção diante de crises recentes que têm pressionado a imagem da
Corte.
“Sem embargo desses
reconhecimentos, o momento histórico é também de ponderações e de autocorreção.
É hora de um reencontro com o sentido essencial da República, da tripartição
real de Poderes e da convivência harmônica e independente, com equilíbrio institucional.
Somos todos chamados a essa arena”, afirmou.
Sem mencionar episódios
específicos ou colegas, Fachin afirmou que o Supremo não pode atuar de forma
passiva no atual contexto e ressaltou que os ministros devem assumir
responsabilidade não apenas por suas decisões, mas também pelas prioridades
estabelecidas e pela forma como se comunicam com a sociedade.
“Os ministros respondem pelas
escolhas que fazem. As decisões que tomamos, os casos que priorizamos e a forma
como nos comunicamos importam para a legitimidade institucional”, afirmou.
A sessão solene foi realizada no
plenário do STF, em Brasília, e contou com a presença de autoridades dos Três
Poderes, entre elas o presidente Lula (PT), os presidentes da Câmara dos
Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
além de ministros da Corte, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti.
O discurso ocorre em meio ao
avanço das investigações relacionadas ao Banco Master, caso sob relatoria do
ministro Dias Toffoli, e à intensificação de críticas públicas à atuação do
Supremo.
Durante o recesso do Judiciário,
Fachin antecipou seu retorno a Brasília para tratar da crise institucional e
iniciou conversas com outros ministros sobre a elaboração de um Código de
Conduta para a Corte.
Na avaliação do presidente do
STF, momentos de adversidade exigem mais do que pronunciamentos formais.
Segundo ele, a preservação da legitimidade institucional passa por ponderações
internas, definição clara de limites e disposição para autocorreção, sempre com
fidelidade à Constituição e aos valores republicanos.
Fachin também destacou a
importância da liberdade de expressão e da imprensa, afirmando que a crítica
institucional não representa ameaça ao regime democrático.
“O debate público oxigena a
democracia. A crítica republicana não é ameaça ao regime democrático”, disse.
Em outro trecho, o ministro fez
referência indireta ao caso do Banco Master ao afirmar que o ordenamento
jurídico brasileiro dispõe de instrumentos adequados para enfrentar eventuais
ilícitos no sistema financeiro. Para Fachin, soluções adotadas fora das
instituições comprometem a previsibilidade regulatória, a separação de Poderes
e a confiança do mercado.
“Eventuais práticas irregulares
encontram resposta adequada nos mecanismos de supervisão, fiscalização e
sanção. A criação de soluções à margem das instituições compromete a segurança
jurídica”, afirmou.
Por fim, o presidente do STF
ressaltou que dúvidas relacionadas a conflitos de interesses devem ser
enfrentadas com transparência, princípio que, segundo ele, deve orientar a
atuação do Judiciário em uma sociedade republicana.