PF apura fraudes na emissão de seguro trabalhista
Policia Federal fez busca e apreensão de documentos e aparelhos de denunciados em Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
Da Redação | 29/07/2026
Governo Trump acusa o STF de promover censura e perseguição política a adversários. (Foto divulgação)
O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (28) a prorrogação, por mais um
ano, da tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros importados pelo
país. A decisão mantém em vigor a emergência nacional declarada contra o Brasil
com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
No aviso publicado pela Casa
Branca, o governo americano sustenta que o Brasil continua adotando práticas
que "interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de
livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam direitos humanos e minam o
interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas".
Trump afirma que permanecem as
circunstâncias que motivaram a declaração de emergência nacional em relação ao
Brasil, assinada em julho de 2025, justificando a manutenção das sanções
comerciais.
O documento também acusa
autoridades brasileiras de promoverem perseguição política contra um
ex-presidente, sem citar nominalmente Jair Bolsonaro, além de seus familiares e
apoiadores, "contribuindo para o desmantelamento deliberado do Estado de
Direito no Brasil".
A Casa Branca direciona as
críticas ao STF, classificado no texto como uma "ameaça
extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia dos
Estados Unidos. Segundo o governo americano, a Corte brasileira pratica "a
censura e prisão daqueles que exercem a liberdade de expressão" e promove
"censura de conteúdo digital".
Os Estados Unidos instituíram a
tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros em julho de 2025, também sob
a alegação de que o Brasil adotava medidas prejudiciais à economia americana e
de que o Judiciário promovia perseguição contra adversários políticos. À época,
ainda estava em andamento a ação penal contra Jair Bolsonaro por tentativa de
golpe de Estado.
O governo brasileiro e o STF
interpretaram a decisão como uma tentativa de interferência em assuntos
internos. Enquanto o Executivo buscou negociar uma solução diplomática com
Washington, a Corte manteve o andamento do processo. Nos meses seguintes, as conversas
entre os dois países avançaram, parte das restrições comerciais foi
flexibilizada e ambos avançaram em direção a um novo acordo comercial.
Em junho deste ano, o governo
americano voltou a ameaçar impor sanções ao Brasil ao anunciar uma tarifa
adicional de 25%, sob o argumento de que o país adotava práticas concorrenciais
desleais. Na última quinta-feira (23), Washington impôs uma nova tarifa de
12,5% sobre produtos brasileiros, alegando descumprimento de políticas de
combate ao trabalho forçado.