Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 26/01/2026
((Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil))
O diretor-geral da Polícia
Federal, Andrei Rodrigues, defendeu nesta segunda (26) a relatoria do ministro
Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), das ações envolvendo o Banco
Master e seus desdobramentos. A defesa ocorre após semanas de pressão sobre o
magistrado, que concentrou a investigação em seu gabinete com alto grau de
sigilo.
Andrei Rodrigues afirmou que o
andamento do caso respeita as regras legais e as determinações do Judiciário,
sem qualquer anormalidade institucional mesmo após a interferência de Toffoli
na guarda e perícia das provas obtidas durante a segunda fase da Operação
Compliance Zero, na semana retrasada.
“Eu não vou entrar em detalhes
operacionais de operações que estejam em andamento. Seja essa ou qualquer
outra. Mas é um processo regular”, afirmou a jornalistas mais cedo, em
Brasília, após a cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes da
Polícia Federal.
Durante o discurso na cerimônia,
Andrei Rodrigues destacou a autonomia da Polícia Federal principalmente na
análise técnica de provas e na condução de investigações sensíveis. Ao ser
questionado sobre o impacto dessas decisões nos trabalhos da corporação, o
diretor-geral reforçou que a independência investigativa é essencial para o combate
ao crime organizado.
“Quanto maior autonomia
investigativa temos, mais resultados apresentamos e mais fortalecidos saímos.
Não só a instrução, mas a sociedade como um todo no enfrentamento do andar de
cima do crime organizado”, disse.
Rodrigues também confirmou que o
material apreendido já está sob análise da Polícia Federal, com a extração de
provas em andamento. Segundo ele, a instituição atua com isenção e
independência, garantidas desde o início da atual gestão e mesmo sob as decisões
centralizadoras de Toffoli.
"Nossos peritos já tiveram
acesso, a gente teve acesso, a instrução segue regular. Não há nenhum prejuízo
nesse caso", pontuou.
Sobre os depoimentos de oito
investigados previstos para esta segunda (26) e terça (27) no STF, Andrei
afirmou que a expectativa é obter informações relevantes para a instrução do
processo. Ele ressaltou que os delegados responsáveis devem formular os questionamentos
necessários durante as oitivas.
A tomada de depoimentos na sede
do STF, no entanto, contraria o rito normal de investigações, já que as oitivas
normalmente são realizadas nas instalações da Polícia Federal. Este é apenas
mais uma das polêmicas instaladas após Toffoli puxar para o seu gabinete os
casos envolvendo o Banco Master.
No caso da guarda e perícia das
provas, após uma forte reação interna, o ministro recuou e autorizou que os
itens fossem encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) para extração
e análise do conteúdo. Posteriormente, Toffoli voltou atrás novamente e
permitiu que a própria PF realizasse a perícia, mas definiu previamente quais
peritos seriam responsáveis pelo trabalho.