Condenações por corrupção e o desafio à confiança do eleitor acreano
Debates sobre candidaturas de políticos condenados reacendem discussões sobre a Lei da Ficha Limpa, a confiança nas instituições e a responsabilidade do voto nas eleições de 2026.
Da Redação | 22/07/2026
Saúde não é favor é um direito do Cidadão ter (Foto divulgação)
A saúde pública de Acrelândia
voltou a ser alvo de críticas e comentários nas redes sociais, hoje foi o Posto
de saúde do ramal do Granada e amanhã qual será? A principal pergunta feita
pela população é: por que, ao longo dos últimos anos, o município ainda não
conseguiu oferecer um atendimento eficiente e regular nos postos de saúde,
especialmente para os moradores da zona rural?
As reclamações são antigas e,
segundo relatos de moradores, continuam fazendo parte da rotina da população.
Entre os principais problemas apontados estão a constante falta de medicamentos
básicos, como AAS, dipirona e outros remédios de uso contínuo, situação que
obriga muitos pacientes a comprarem medicamentos com recursos próprios ou
simplesmente interromperem o tratamento por falta de condições financeiras, não
será incoerência de gestores da saúde?
Outro fato que vem chamando a
atenção envolve o atendimento odontológico da rede municipal a vários dias
faltam material Odontológico. De acordo com informações recebidas,
profissionais da odontologia têm comparecido normalmente a unidade de saúde
para cumprir sua carga horária, porém encontram dificuldades para realizar os
atendimentos devido à falta de materiais essenciais. Entre os itens citados
está a fita dental utilizada nos procedimentos de higiene e prevenção, além de
outros insumos indispensáveis para o funcionamento adequado dos consultórios.
O questionamento que surge é como
um material de baixo custo pode faltar em uma rede pública de saúde. Produtos
como fitas dentais e outros insumos odontológicos possuem valor relativamente
acessível no mercado e, quando adquiridos em licitações e compras em grande
escala, tendem a apresentar custo ainda menor para os cofres públicos.
A situação também levanta outro
debate: por que esse cenário se repete a cada gestão da Secretaria Municipal de
Saúde? Para parte da população, o problema parece atravessar diferentes
administrações, independentemente de quem esteja no comando da pasta. Isso faz
crescer as cobranças por planejamento, organização e eficiência na gestão dos
recursos públicos destinados à saúde, para a população dar entender que é uma
herança hereditária.
Diante desse cenário, cresce a
expectativa de que os nove vereadores que compõem a Câmara Municipal exerçam
seu papel de fiscalização e promovam um diálogo com o prefeito Graia para
cobrar providências concretas. Alguém já viu grupos de Vereadores fazendo
fiscalização nos postos de saúde da zona rural ou na área urbana, no hospital
nas creches, os representantes do povo precisam levar ao gestor o que acontecem
com a saúde. Ai sim a população espera que o Poder Executivo apresente
resultados efetivos e soluções para problemas que, segundo os moradores, se
arrastam há mais de uma década.
Outro ponto que desperta
questionamentos é o fato de o município já ter recebido reconhecimento
relacionado à qualidade da saúde. Para muitos moradores, esse tipo de premiação
não reflete a realidade enfrentada diariamente por quem busca atendimento nos postos
de saúde e encontra falta de medicamentos, demora nos serviços ou ausência de
materiais básicos para procedimentos.
O atual prefeito está há cerca de
quatro meses à frente da administração municipal e, embora esse período ainda
seja considerado inicial, parte da população entende que já é momento de cobrar
metas, planejamento e resultados da equipe responsável pela Secretaria de
Saúde. O entendimento de muitos cidadãos é que recursos públicos existem, mas
que a eficiência na aplicação desses recursos precisa ser demonstrada na
prática, por meio de um atendimento digno e de qualidade.
A saúde pública é um direito
garantido pela Constituição Federal e um serviço essencial para toda a
população. Por isso, moradores esperam que as dificuldades enfrentadas há anos
deixem de fazer parte da rotina do município e que medidas concretas sejam adotadas
para garantir medicamentos, materiais, profissionais em condições de trabalho e
atendimento de qualidade para todos os acrelandenses.
Espaço aberto para manifestação
Este veículo de comunicação deixa
espaço aberto para que a Prefeitura de Acrelândia, a Secretaria Municipal de
Saúde, os vereadores e demais autoridades citadas possam apresentar
esclarecimentos, informações ou posicionamentos oficiais sobre os fatos abordados
nesta reportagem. Da mesma forma, a população poderá encaminhar relatos,
denúncias ou sugestões relacionadas à saúde pública do município, contribuindo
para um debate transparente e de interesse coletivo.
Email: edilbertoaraujo38@gmail.com