Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 08/01/2026
A demora do ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em analisar pedidos da defesa do
ex-presidente Jair Bolsonaro para a realização de exames médicos e
procedimentos cirúrgicos tem gerado duras críticas públicas de familiares e políticos
próximos, que apontam tortura e consideram que Moraes quer provocar a morte de
Bolsonaro.
Falhas recentes na assistência ao
ex-presidente geraram reação até do Conselho Federal de Medicina (CFM), que
determinou a abertura de uma sindicância e afirmou que as comorbidades de
Bolsonaro "demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato".
Moraes não só anulou a sindicância na quarta-feira (7) como determinou uma
oitiva com José Hiran Gallo, presidente do CFM, "para que se apure
eventual responsabilidade criminal" do médico.
A polêmica se arrasta desde as
últimas semanas de 2025, quando médicos constataram que Bolsonaro precisava de
cirurgia para tratar uma hérnia inguinal. Antes dos procedimentos, Moraes
exigiu sucessivos trâmites e laudos da perícia, mesmo diante do grave histórico
médico do ex-presidente. A autorização final só foi expedida às vésperas do
Natal, o que empurrou o procedimento para o período de festas. Bolsonaro foi
operado no fim de dezembro e teve alta no dia 1º de janeiro de 2026.
A situação se agravou nesta
semana, quando o ex-presidente sofreu uma queda dentro da cela, que resultou em
um trauma craniano. Mesmo diante do alerta da defesa e da família, Moraes negou
inicialmente, na terça-feira (6), a transferência imediata para um hospital,
baseando-se em um relatório preliminar da equipe da PF que classificou os
ferimentos como "leves". A autorização só foi expedida no dia
seguinte.
Os episódios das últimas semanas
com Bolsonaro não são um caso isolado. Reproduzem uma sistemática já enfrentada
por outros réus da direita, em que pedidos médicos ou solicitações que podem
beneficiá-los enfrentam trâmites demorados, enquanto medidas restritivas são
aplicadas com celeridade atípica, segundo juristas.
Fabricio Rebelo, especialista em
Direito Penal, diz que um juiz deve agir "de modo a não protelar atos
urgentes e não exigir o cumprimento de determinações em intervalo com elas
incompatível". "O grande problema surge quando se nota uma discrepância
entre eles, com exigências rígidas de um lado e providências letárgicas do
outro. Se isso acontece, é inevitável o surgimento de dúvidas quanto à
imparcialidade do julgador", diz.
Maíra Miranda, doutora em
Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca, aponta que, no Direito
Internacional, a conduta do STF viola as chamadas "Regras de Mandela"
da Organização das Nações Unidas (ONU).
"No caso da negativa de
transferência de Bolsonaro para o hospital, houve violação à regra nº 27, que
diz que decisões médicas devem ser tomadas por profissionais de saúde e não
podem ser desautorizadas por pessoal não sanitário", explica.