Condenações por corrupção e o desafio à confiança do eleitor acreano
Debates sobre candidaturas de políticos condenados reacendem discussões sobre a Lei da Ficha Limpa, a confiança nas instituições e a responsabilidade do voto nas eleições de 2026.
Por: Edilberto Araújo | 17/07/2026
Os machão agressores poderão pagar por tornozeleira eletrônica, aprova comissão. lugar de agressor é cadeia. (Foto divulgação)
A Comissão de Segurança Pública
da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que obriga agressores de
mulheres a arcarem com os custos de instalação, funcionamento e manutenção dos
dispositivos de monitoramento eletrônico utilizados no cumprimento de medidas
protetivas.
A cobrança não será aplicada
quando a Justiça reconhecer que o agressor não possui condições financeiras
para custear o equipamento.
O texto aprovado é um
substitutivo apresentado pela relatora, deputada Adriana Accorsi (PT-GO), ao
projeto de lei 317/2026, de autoria do deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), e
a outros dois projetos apensados.
Segundo a relatora, o
substitutivo aprovado reúne as principais contribuições das três propostas, com
o objetivo de fortalecer a fiscalização das medidas protetivas e ampliar a
proteção às vítimas de violência doméstica.
"Essa criminalidade,
impulsionada pelo sentimento de posse, exige mecanismos de proteção
tecnologicamente sofisticados e de natureza impositiva."
Entre as mudanças previstas, o
projeto determina que as delegacias criem canais exclusivos e complementares
para emitir alertas imediatos e adotar providências sempre que o agressor
descumprir a distância mínima estabelecida pela Justiça.
A proposta também obriga o
Judiciário a fixar perímetros de exclusão ao redor da residência, do local de
trabalho e da instituição de ensino frequentada pela vítima.
Outra inovação permite que
celulares apreendidos em investigações policiais sejam destinados a mulheres de
baixa renda, para que possam receber alertas e notificações de segurança.
A relatora destacou ainda que a
Lei Maria da Penha foi recentemente atualizada pela Lei 15.383/2026, que passou
a considerar crime o descumprimento do monitoramento eletrônico ou das áreas de
exclusão, com aumento de pena em um terço nesses casos. A norma também
autorizou a implementação imediata do monitoramento eletrônico pela autoridade
policial.
A proposta seguirá, em caráter
conclusivo, para análise das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de
Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, ainda precisará
passar pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial.
Confira a íntegra do projeto.