Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 04/02/2026
((Foto: Albari Rosa/Arquivo Gazeta do Povo))
A esquerda brasileira (PT) não
acredita em produtividade. Não acredita em capital. Não acredita em
responsabilidade econômica. Acredita, isto sim, em decreto. A PEC (Proposta de
Emenda à Constituição) do fim da jornada 6x1 é a tradução perfeita dessa
mentalidade. O Brasil é um país pobre tentando legislar como se fosse rico. E
isso nunca terminou bem em lugar nenhum do mundo. Vamos aos fatos:
O trabalhador brasileiro produz,
em média, cerca de 18 dólares por hora trabalhada. Nos países da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o valor é superior a 60
dólares. Ou seja, produzimos menos de um terço do que os países desenvolvidos.
Mesmo assim, a esquerda quer reduzir jornada mantendo o custo, como se
produtividade fosse mero detalhe ideológico. Ora, isso não é justiça social. É
desprezo pela mais básica aritmética.
Se não, vejamos. Reduzir a
jornada semanal obrigando empresas a manter salários equivale, na prática, a um
aumento imediato de custo trabalhista entre 15% e 25%, dependendo do setor. Em
um país onde a margem líquida média das pequenas e médias empresas (PMEs) gira
entre 3% e 7%, essa conta simplesmente não fecha. E mais de 70% dos empregos
formais do Brasil estão em empresas desse porte. Negócios que não têm acesso
fácil a crédito, que não conseguem repassar custo rapidamente e que não têm
escala para absorver choque regulatório.
Historicamente, o resultado de
toda rigidez trabalhista é sempre o mesmo: menos emprego formal e mais
informalidade. Hoje, o Brasil já tem cerca de 40 milhões de trabalhadores na
informalidade. Toda política que encarece o trabalho formal empurra mais gente
para fora da CLT. Isso não é conjectura liberal. É dado empírico das últimas
décadas.
Trabalho digno não nasce de menos
trabalho. Nasce de mais valor gerado por hora. O resto é discurso para
militância universitária e tragédia para quem fecha folha de pagamento todo
mês. Não, essa PEC não é avanço social
Setor por setor, o estrago é
previsível. No varejo, supermercados, farmácias e shoppings operam com turnos
contínuos. O fim da escala 6x1 significaria mais contratações obrigatórias ou
pagamento sistemático de horas extras. O resultado será redução de horário de
funcionamento, fechamento de lojas e menos vagas. Na indústria, a consequência
é a perda de competitividade. Com custo unitário maior, a produção migra ou
simplesmente deixa de ser feita.
O Brasil já representa menos de
1,5% da indústria global e segue encolhendo. Essa PEC acelera o processo. Nos
serviços – especialmente alimentação, hotelaria, saúde e logística –, o efeito
é catastrófico. São setores intensivos em mão de obra, com baixa automação no
curto prazo. O que surge é informalidade, pejotização precária e subemprego.
Exatamente o oposto do que a esquerda diz combater. Ou seja, na prática,
pune-se exatamente a quem se quer proteger.
Mas a verdade é que essa PEC não
é sobre trabalhadores. É sobre ideologia. É a velha narrativa marxista mal
reciclada: o empresário como pecador, o lucro como pecado. Como se empresas
existissem para cumprir função social abstrata, e não para gerar valor
econômico real.
O detalhe que esses ideólogos
esquecem é que sem lucro não há investimento, sem investimento não há
produtividade e sem produtividade não há salário digno. Isso é economia básica.
Basta olhar além das fronteiras: nenhum país ficou rico reduzindo trabalho
antes de aumentar produtividade. Nenhum. Os países que hoje discutem jornadas
menores primeiro acumularam capital, tecnologia, educação e eficiência. O
Brasil quer o bônus sem fazer o ônus.
Essa mentalidade é a mesma que
destruiu a Argentina, empobreceu a Venezuela e mantém o Brasil preso ao
crescimento medíocre há quarenta anos. A esquerda vende a ilusão do conforto
imediato e entrega desemprego no médio prazo. Sempre foi assim.
Trabalho digno não nasce de menos
trabalho. Nasce de mais valor gerado por hora. O resto é discurso para
militância universitária e tragédia para quem fecha folha de pagamento todo
mês. Não, essa PEC não é avanço social. É mais um ataque ideológico com o
objetivo de tentar moldar a economia real na fôrma de teorias anacrônicas e
superadas. E, como sempre, quando tudo der errado, a esquerda culpará o
mercado.