Bolsonaro precisa de “presença contínua de cuidador” em novo pedido de domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir na última terça-feira (13) a concessão de prisão domiciliar humanitária e uma avaliação médica urgente do ex-presidente.

Por: Edilberto Araújo | 14/01/2026

Bolsonaro precisa de “presença contínua de cuidador” em novo pedido de domiciliar

((Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil))

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir na última terça-feira (13) a concessão de prisão domiciliar humanitária e uma avaliação médica urgente do ex-presidente. A petição encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aponta que Bolsonaro precisa da “presença contínua de um cuidador ou profissional de saúde”.

Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 22 de novembro do ano passado. Os advogados afirmam que a cela “potencializa os riscos inerentes ao seu estado de saúde”, pois o ex-presidente “apresenta vulnerabilidade clínica permanente”.

A equipe jurídica destacou que os problemas de saúde de Bolsonaro incluem "risco concreto de quedas, confusão mental, episódios súbitos de descompensação cardiovascular, crises hipertensivas, eventos aspirativos, obstruções intestinais e traumatismos secundários", o que exige "acompanhamento contínuo, vigilância clínica permanente e acesso imediato a atendimento hospitalar especializado".

A petição cita que o ambiente prisional é incapaz de oferecer a presença humana contínua de um cuidador, necessária para intervir preventivamente no exato momento de uma síncope ou perda de equilíbrio.

Segundo o documento, o ex-presidente “não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro”.

“O ambiente domiciliar ou hospitalar permite a adoção de medidas preventivas elementares, tais como cama com grades, piso adequado, iluminação permanente, presença de cuidador ou profissional de saúde junto ao leito, todos capazes de reduzir significativamente riscos que, no cárcere, são estruturalmente inevitáveis”, destacou a defesa.

Para os advogados, a queda na noite do último dia 6 mostra que o risco à saúde do ex-mandatário tornou-se uma “realidade objetiva”. Após o acidente, ele foi atendido pela equipe médica de plantão pela manhã. Na ocasião, Moraes só autorizou a ida de Bolsonaro ao hospital no dia seguinte.