Congresso, STF ou Banco Central: em qual desses o povo deve confiar no Brasil saqueado pelo PT?
O Brasil virou refém de instituições desacreditadas. Sob a gestão do PT, a corrupção volta a assombrar o país
Por: Edilberto Araújo | 10/01/2026
((Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República))
O 8 de janeiro de 2023 não se tornou um marco simbólico por
acaso. Ele foi cuidadosamente instrumentalizado pelo PT, por Lula e por setores
do Supremo Tribunal Federal como peça central de uma narrativa política
destinada a um objetivo central: desmobilizar a oposição e criminalizar a
direita brasileira essa sempre foi a luta do PT. Três anos depois, chegado o 8
de janeiro de 2026, essa farsa sustenta-se cada vez menos, apesar da
insistência de quem precisa dela para sobreviver politicamente enganando o povo
brasileiro.
A tentativa de transformar o 8 de janeiro em um mito
fundacional do atual regime está fracassando em nosso país. As solenidades
oficiais esvaziadas, os próprios petistas envergonhados de ir às ruas para
alimentar narrativas, a ausência de representantes dos demais Poderes e a falta
de adesão popular demonstraram o óbvio: a narrativa do “golpismo” perdeu força
na sociedade e até mesmo nas instituições. Não porque os fatos tenham mudado,
mas porque a verdade insiste em aparecer ao povo brasileiro.
Desde o início, a história foi contada propositalmente de
forma invertida. Acusou-se convenientemente a direita de “golpismo”, enquanto
se fazia de tudo para esconder a realidade: o golpe institucional em curso
desde 2019. De um lado, com a abertura de inquéritos ilegais, o cerceamento da
liberdade de expressão, a interferência constante e ilegal nos atos
administrativos do então presidente Jair Bolsonaro, a censura sistemática à
oposição nas redes, no Congresso e na imprensa; e, de outro, com a anulação casuística
das condenações de Lula e sua recolocação no jogo político à revelia da Lei da
Ficha Limpa, o enterro da Lava Jato e a hipertrofia de uma corte usada para
justificar as ações ilegais de perseguição contra a oposição.
O 8 de janeiro de 2023, ocorrido ainda na aurora do novo
governo, foi apenas o pretexto cabal para consolidar um estado de exceção
permanente, no qual opositores são desumanizados, descritos como
intrinsecamente violentos e golpistas, e tratados como inimigos do regime a
serem eliminados sem dó nem piedade. Nem mesmo as mínimas garantias legais e
constitucionais lhes são oferecidas. São indignos, portanto, de quaisquer
direitos humanos.
“O 8 de janeiro de 2026 também precisa ser lembrado
como um marco de resistência. Apesar do ambiente opressivo e repressivo, já
houve avanços: a mobilização internacional e o reconhecimento externo de que o
regime no Brasil não é mais de democracia plena”
As consequências humanas dessa estratégia são dramáticas.
Brasileiros continuam presos ou com restrições absurdas de liberdade por atos
que jamais foram individualizados. Milhares de inocentes tiveram suas vidas
destruídas. E mesmo aqueles que praticaram vandalismo já pagaram por seus atos
– e pagaram muito mais do que qualquer outro vândalo na história recente do
país. Ainda assim, a máquina persecutória segue ativa, porque sua função não é
fazer justiça, mas intimidar. E intimidar milhões de brasileiros. O objetivo é
intimidar todo um povo que, historicamente, fez a diferença tomando as ruas e
exigindo mudanças políticas. Quem está no poder aprendeu com a história e não
quer, de jeito nenhum, o povo de volta às ruas.
É por isso que o 8 de janeiro de 2026 também precisa ser
lembrado como um marco de resistência. Apesar do ambiente opressivo e
repressivo, já houve avanços: a mobilização internacional e o reconhecimento
externo de que o regime no Brasil não é mais de democracia plena; o trabalho
incansável em defesa de brasileiros perseguidos no exterior; as constantes
mobilizações no Congresso Nacional de uma oposição aguerrida, apesar de ser
objeto de cruel perseguição política; a exposição de prisões injustas e abusivas
cada vez mais constante, inclusive na grande mídia – como as da Débora do
Batom, de Filipe Martins e do ex-presidente Jair Bolsonaro –, que servem de
exemplo para o que outros milhares de brasileiros estão sofrendo; e,
finalmente, a aprovação do projeto de redução de penas tanto na Câmara quanto
no Senado que, embora não seja a almejada anistia e anulação dos processos, foi
um claro sinal de ampla maioria política na direção correta de reconhecer os
abusos e excessos do STF e da narrativa petista.
Enquanto isso, o governo Lula segue demonstrando rancor e
ressentimento. O veto de Lula à dosimetria, imposto exatamente nessa data
simbólica, escancarou que a crueldade não é um efeito colateral da perseguição:
é uma escolha política fria, covarde e calculista. Lula e o PT precisam do
conflito permanente, do medo e da intimidação para manter sua base mobilizada.
O discurso de “paz e amor” do passado ou de “união e reconstrução” do presente
nunca passou de propaganda, de slogans criados para efeitos de marketing,
enquanto a prática seguiu sendo exatamente a oposta.
Enquanto a narrativa do golpismo se esboroa, os escândalos
se acumulam. Petistas voltaram à cena do crime, como certa vez profetizou
Geraldo Alckmin, e decidiram dobrar a meta, como já entoou outro poeta. A CPMI
do INSS avança aceleradamente sobre o roubo dos aposentados e sobre o
envolvimento de figuras próximas ao núcleo do poder, como Fábio Luís da Silva,
o Lulinha. O filho de Lula já é apontado em relatórios da Polícia Federal como
beneficiário de uma mesada de R$ 300 mil, pagos por lobistas do esquema que
assaltou idosos, velhinhas e pessoas com deficiência.
Também cresce a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal. Em
particular, sobre o até então todo-poderoso ministro Alexandre de Moraes. O
outrora incontestável e intocável ministro, protegido de quase toda a grande
mídia brasileira, está no foco de um escândalo com potencial para derrubar o
que restou da República. A descoberta de um contrato de R$ 129 milhões da
esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o banco Master, foi o estopim
para a mudança de humor da imprensa em relação ao ministro. As revelações de
que o próprio Moraes tentou interferir nas decisões do Banco Central relativas
à transação comercial entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master
aumentaram a pressão, e a instalação de uma CPMI para investigar o escândalo é,
regimentalmente, apenas questão de tempo, com a volta do recesso para
iniciarmos os trabalhos também no Congresso, pois as assinaturas parlamentares
necessárias já foram superadas com folga.
O 8 de janeiro de 2023, portanto, não pertence ao PT nem ao
STF. Ele pertence à história – e a história não costuma ser gentil com regimes
que se sustentam na mentira, na censura e na perseguição. Estratégias baseadas
em comoção artificial podem funcionar no curto prazo, mas inevitavelmente caem
quando confrontadas com a realidade. E a realidade, tanto para petistas como
para os ministros do STF, não lhes está sendo nada favorável, diferentemente de
três anos atrás.