Pesquisa: STF é a maior ameaça à liberdade de expressão, dizem 43% dos senadores
Levantamento inédito mostra Congresso conservador na segurança e com a direita unânime contra o Supremo
Por: Edilberto Araújo | 10/04/2026
Depois que vota no politico ele se volta contra o eleitor faz tudo contra a vontade do eleitor (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A oposição no Senado não deve
conseguir barrar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias (O
Bessias menino de recado da Dilma), ao Supremo Tribunal Federal (STF). Isso
porque o grupo reúne cerca de 25 votos contrários número insuficiente para
impedir a aprovação, que exige maioria absoluta de ao menos 41 senadores.
Com o cenário praticamente
definido, parlamentares já tratam como provável a confirmação de Messias na
sabatina prevista para o dia 29 de abril. O relator do processo na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), Weverton Rocha (PDT-MA), anunciou que apresentará
parecer favorável já na próxima terça-feira (15).
Paralelamente, outra articulação
ganhou espaço no cronograma do Congresso: o projeto que altera critérios de
dosimetria penal e pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro
de 2023. A deliberação pode manter ou derrubar a decisão do Executivo.
Interlocutores da oposição
ouvidos por este site afirmam que o senador Jorge Seif (PL-SC) liderou a
ofensiva que resultou na convocação de uma sessão conjunta do Congresso com
pauta exclusiva sobre o tema. Segundo esses relatos, a articulação teve início
em uma reunião com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), na
manhã da última terça-feira (7), na residência oficial.
Na ocasião, Seif apresentou a
Alcolumbre o argumento de que a análise da dosimetria deveria ser tratada como
prioridade, diante de situações consideradas sensíveis, especialmente
envolvendo condenações de réus com menor participação nos atos.
Cada dia dar mais vergonha do
eleitor se dirigir as urnas para votar, quando esses calhordas são eleitos não representas
mais o voto que recebeu, a maioria do povo brasileiro é contra essa indicação
de Messias (o medinho de recado da Dilma o Bessias).
O presidente do Congresso,
inicialmente, teria demonstrado resistência, citando as pressões políticas que
vem enfrentando, como pela inclusão da leitura do requerimento para a criação
da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.
A estratégia, então, passou a ser
a construção de um acordo para garantir uma sessão com pauta única. Sob
liderança de Seif, foram reunidas 32 assinaturas de parlamentares favoráveis à
proposta.
Entre os apoios, estão nomes fora
do núcleo oposicionista, como Jorge Cajuru (PSB-GO).
Após a coleta das assinaturas,
Alcolumbre foi informado e, pouco depois, oficializou a convocação da sessão
conjunta para o dia 30 de abril.
Na véspera, o deputado Nikolas
Ferreira (PL-MG) afirmou também ter solicitado pessoalmente ao presidente do
Congresso a inclusão do tema na pauta.
Para que o veto seja derrubado,
será necessária maioria absoluta em sessão conjunta: ao menos 257 votos na
Câmara e 41 no Senado. Na votação original, o projeto superou esses patamares,
o que sustenta o otimismo de defensores da medida.