PF apura fraudes na emissão de seguro trabalhista
Policia Federal fez busca e apreensão de documentos e aparelhos de denunciados em Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
Por: Edilberto Araújo | 31/07/2026
O Brasil entregue as baratas (Foto: EFE/Andre Borges)
Sem surpresas, o governo tem
gastado barbaridades para reeleger o presidente Lula. O aumento de gastos
ocorre de várias formas: auxílios governamentais, emendas parlamentares,
renúncias fiscais e expansão do crédito subsidiado. De todas elas, chama atenção
a forte elevação do crédito subsidiado neste ano.
De maneira bem simples, o crédito
subsidiado ocorre quando o governo utiliza os impostos para oferecer
empréstimos e financiamentos com taxas de juros abaixo das do Tesouro Nacional.
Como o Tesouro capta recursos da sociedade, emitindo títulos públicos próximos
de 14,5% (prazo de 5 anos), e oferece linhas de crédito a 8%, essa diferença é
subsidiada, ou seja, paga por meio de impostos do contribuinte. Portanto, o
crédito subsidiado não é de graça e tem impacto significativo nas contas
públicas.
Só para o brasileiro entender este
ano, economistas estimam um impacto de aproximadamente R$ 150 bilhões do
crédito subsidiado nas contas públicas, com destaque para os financiamentos
para habitação (R$ 45 bilhões), transporte (R$ 45 bilhões) e exportação (R$ 15
bilhões).
A expansão do crédito é baseada
numa visão econômica keynesiana – o efeito do multiplicador do gasto público. A
ideia do multiplicador é: a expansão do crédito, pelo aumento do gasto público,
estimula o consumo e o investimento das empresas, gerando elevação da renda e
do emprego para a sociedade. Com a elevação da renda, aumenta a arrecadação,
melhorando as contas públicas.
Esse raciocínio tem dois erros. O
primeiro é não considerar o custo fiscal. Conforme dito anteriormente, a
despesa com o crédito subsidiado para este ano é de cerca de R$ 150 bilhões. Se
o impacto nas contas públicas é certo, não é possível garantir o efeito
positivo na atividade econômica. Fosse assim, todos os problemas econômicos
estariam resolvidos. Bastaria gastar mais para que houvesse geração de renda e
emprego, redução da pobreza e aumento da arrecadação do governo. Se essa visão
fosse verdadeira, a Venezuela seria o país mais rico do mundo.
O segundo problema desse
raciocínio é o impacto inflacionário. Expandir o crédito significa elevar a
base monetária. A expansão monetária, numa economia com reduzida capacidade de
oferta (gargalos de infraestrutura, gargalos de mão de obra e baixa produtividade)
e pouco nível de ociosidade, fatalmente traz elevação generalizada e
disseminada nos preços. Não por acaso, a expectativa de inflação para este ano
está acima de 5%. No acumulado dos quatro anos do governo Lula, considerando a
projeção para este ano, a inflação soma aproximadamente 20%. Isso significa
que, se a renda da pessoa não subiu nos últimos quatro anos, a perda do poder
de compra foi de 20%.