A saúde pública de Acrelândia
volta a ser motivo de preocupação e questionamentos por parte da população. Um
caso recente envolvendo um jovem que sofreu um acidente com uma roçadeira, na
zona rural do município, levanta uma série de perguntas que precisam ser
respondidas pelas autoridades responsáveis.
Segundo relatos recebidos pela
reportagem, após o acidente, o jovem teria enfrentado dificuldades para
conseguir atendimento e socorro por meio de ambulância, e foi socorrido por
particulares já que o socorro não veio por parte do município. Posteriormente,
o caso teria evoluído para a necessidade de amputação do pé do cidadão. A
relação entre eventual demora no atendimento e o desfecho clínico, porém,
precisa ser apurada tecnicamente pelas autoridades de saúde e pelos órgãos
competentes.
O episódio coloca uma questão
fundamental sobre a mesa: o município está preparado para atender uma
emergência médica na zona rural quando a vida de um cidadão depende de socorro
rápido?
A Prefeitura de Acrelândia mantém
estrutura municipal de saúde e, conforme dados oficiais, o município possui
unidades de atendimento e serviços cadastrados no sistema de saúde. O próprio
Ministério Público do Acre já tratou, em documentos anteriores, da necessidade
de estruturação da saúde de Acrelândia e da importância de garantir transporte
sanitário adequado.
Diante de um caso dessa
gravidade, não basta apenas lamentar o ocorrido. É necessário esclarecer quando
o pedido de socorro foi feito, quem recebeu a solicitação, quais veículos
estavam disponíveis, por que eventual ambulância não teria chegado a tempo e
quais procedimentos foram adotados diante da emergência.
Também cabe ao Poder Executivo
verificar internamente se houve falha administrativa, operacional ou de
atendimento e, caso sejam constatadas irregularidades, adotar as medidas
cabíveis dentro da legislação.
Atualmente, a Secretaria
Municipal de Saúde de Acrelândia é responsável pela gestão da área, conforme
informações oficiais da Prefeitura.
Quem deve fiscalizar?
A população tem o direito de
cobrar respostas. O cidadão não deveria precisar chegar ao limite de procurar a
Polícia, registrar ocorrência ou recorrer ao Ministério Público para que
situações envolvendo possíveis falhas na prestação de um serviço público sejam
investigadas.
Ao mesmo tempo, qualquer eventual
responsabilidade individual precisa ser estabelecida somente após investigação
e direito de defesa.
O Ministério Público possui
Promotoria de Justiça Cumulativa em Acrelândia e mantém atuação relacionada à
defesa dos direitos da população e das políticas públicas.
O município também disponibiliza
Ouvidoria para receber reclamações, denúncias, sugestões e solicitações dos cidadãos,
mas mesmo assim não resolve se é que tem?
A pergunta que fica
O caso não pode ser tratado
apenas como mais uma ocorrência. Se houve demora ou falha no atendimento, é
preciso descobrir onde ocorreu o problema e quem tinha responsabilidade pela
tomada de decisão.
A população de Acrelândia merece
uma saúde pública que funcione também para quem vive distante da área urbana.
Uma emergência na zona rural
continua sendo uma emergência.
Agora cabe às autoridades
esclarecer os fatos, ouvir a família do jovem, verificar os registros de
atendimento e transporte e, se houver responsabilidades comprovadas, tomar as
providências previstas em lei.
O que a população espera não é
apenas discurso. Espera respostas, transparência e providências para que uma
situação semelhante não volte a acontecer.
Já procuramos os responsáveis pela
a saúde do município outras vezes e não nos responderam via Zap, deixamos o
espaço caso queira tratar sobre as reclamações Email: edilbertoaraujo38@gmail.com