O que deveria ser um atendimento
rápido e eficiente diante de uma emergência teria se transformado em uma
verdadeira via-crúcis para uma família da zona rural de Acrelândia na tarde de hoje 01/09. Segundo
pessoas próximas ao jovem, ele sofreu um acidente envolvendo uma roçadeira no
Ramal do Carlão KM 12 e precisou de socorro médico.
Ainda conforme os relatos, amigos
da vítima teria procurado à UPA de Acrelândia em busca de atendimento e
transporte para buscar o jovem acidentado, mas familiares ou acompanhantes
teriam sido informados de que não havia ambulância disponível naquele momento.
Segundo o informante, a pessoa
que realizou o atendimento teria orientado que procurassem a Secretaria
Municipal de Saúde. Na secretaria, ainda de acordo com o relato, eles teriam
procurado o senhor Jhones, que teria informado de não possuir autorização para
enviar uma ambulância, alegando que existe todo um procedimento para esse tipo
de solicitação.
A situação levanta uma pergunta
que precisa ser respondida pelas autoridades responsáveis: se o município
possui ambulâncias destinadas ao atendimento da população, por que esses
veículos não estariam disponíveis justamente quando uma pessoa precisa de socorro
de emergência?
Mais grave ainda é o relato de
que situações semelhantes estariam acontecendo com frequência no município.
Enquanto isso, moradores afirmam observar ambulâncias permanecendo paradas em
unidades de saúde. Foto
É preciso esclarecer os fatos.
Ambulância não é patrimônio para ficar simplesmente estacionado: é um veículo
destinado a salvar vidas e garantir transporte adequado em situações de
urgência e emergência.
Não se trata de uma disputa
política. Estamos falando de vidas humanas. Um acidente pode acontecer a
qualquer momento, principalmente na zona rural, onde as distâncias são maiores
e o acesso ao atendimento pode ser ainda mais difícil.
A população de Acrelândia merece
saber quantas ambulâncias o município possui, quantas estão em funcionamento,
onde estão lotadas, quais estavam disponíveis no momento do acidente e quais
são os critérios e procedimentos para o envio de uma ambulância até uma
comunidade rural.
O Radar News manifesta seu
repúdio diante dos relatos de dificuldades para obtenção de socorro e cobra
transparência dos responsáveis pela saúde municipal.
Se há ambulâncias, elas precisam
estar disponíveis para atender quem precisa. Afinal, para que servem os
veículos de emergência se não estiverem à disposição da população justamente
nos momentos mais críticos?
Procuramos a Secretaria de Saúde
Fernanda no seu WhatsApp mas ate o fechamento da matéria não tivemos resposta.
A Secretaria Municipal de Saúde e
os responsáveis pelo atendimento têm espaço para apresentar sua versão e
esclarecer publicamente o ocorrido.