Polícia Federal põe pré-candidatos do PT no centro do escândalo do Master

Ex-governador Jaques Wagner é pré-candidato à reeleição ao Senado na Bahia, hoje considerado o segundo maior corrupto só perde para os nove dedos.

Por: Edilberto Araújo | 18/06/2026

Polícia Federal põe pré-candidatos do PT no centro do escândalo do Master

O difícil é encontrar um petista que não seja corrupto (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

A nova fase da operação Compliance Zero, que cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo federal no Senado, coloca o PT no epicentro do escândalo do Banco Master às vésperas do início da campanha eleitoral.

Além de prejudicar o projeto de reeleição de Jaques Wagner, as relações com o empresário Daniel Vorcaro têm potencial para impactar as pré-campanhas petistas na Bahia e até a pré-candidatura do presidente Lula, que buscará o quarto mandato presidencial.

A nona fase da operação, que investiga os desdobramentos do suposto braço político do banqueiro, também desloca o foco eleitoral do escândalo para a esquerda, após o vazamento do áudio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo financiamento ao filme “Dark Horse”. Antes disso, o senador e ex-ministro do governo Bolsonaro Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo da operação Compliance Zero.

Jaques Wagner é peça-chave para o projeto de continuidade na gestão petista da Bahia

Ex-governador baiano, Jaques Wagner é um aliado muito próximo de Lula e considerado nome fundamental para o projeto de manutenção do governo petista na Bahia. O PT administra o estado baiano há 20 anos, desde a vitória de Wagner em 2006. 

Incumbente do cargo, o governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA) disputará a reeleição estadual com apoio de Lula e dos ex-governadores petistas Jaques Wagner e Rui Costa. A dupla estará na chapa de Rodrigues na corrida eleitoral pelas duas cadeiras em disputa no estado ao Senado. Enquanto Wagner é pré-candidato à reeleição, o ex-ministro Rui Costa deixou a Casa Civil no início de abril para se dedicar à campanha e reforçar o palanque do seu sucessor na Bahia.

Segundo a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, Wagner teria recebido diversos pagamentos, negociado um apartamento em Salvador e voado em jatinhos de Vorcaro. No Congresso Nacional, o parlamentar teria atuado em favor do banco com a chamada “Emenda Master” – que aumentaria os limites de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), apresentada por Ciro Nogueira.