O Perigo do "Puxa-Saco": Como a Bajulação Pode Levar uma Gestão ao Fracasso

Quando o gestor prefere ouvir elogios em vez da realidade, perde o contato com a população e compromete o sucesso da administração.

Por: Edilberto Araújo | 28/07/2026

O Perigo do

Cuidado com o puxa saco (Foto divulgação)

Em qualquer gestão, seja ela pública ou privada, um dos maiores riscos não está apenas na falta de recursos ou de planejamento, mas também na influência de pessoas que preferem agradar o chefe em vez de dizer a verdade. Popularmente conhecido como "puxa-saco", esse perfil de assessor, secretário, vereador, funcionário ou colaborador pode causar grandes prejuízos à administração.

O puxa-saco costuma apresentar um cenário sempre positivo, afirmando que tudo está bem e que a gestão é aprovada por todos. Enquanto isso, os problemas enfrentados pela população ou pelos funcionários acabam sendo escondidos ou minimizados. Em vez de levar críticas construtivas ao gestor, ele cria uma espécie de blindagem, impedindo que a realidade chegue até quem toma as decisões.

Muitas vezes, quando um cidadão ou um servidor público procura cobrar melhorias, denunciar falhas ou exercer o direito de crítica, acaba sendo visto como inimigo da administração. Em alguns casos, funcionários podem sofrer perseguições, transferências ou até demissões por manifestarem opiniões contrárias ao grupo que cerca o gestor.

Esse ambiente prejudica a tomada de decisões e afasta a administração das verdadeiras necessidades da sociedade. Um gestor que ouve apenas elogios perde a oportunidade de corrigir erros, aperfeiçoar políticas públicas e fortalecer sua equipe.

Lideranças de sucesso costumam cercar-se de pessoas preparadas, sinceras e comprometidas com resultados, e não apenas com interesses pessoais. Conselheiros que apresentam críticas fundamentadas e soluções ajudam a administração a crescer e a conquistar a confiança da população.

Quando o puxa-saco passa a ser a principal voz dentro de uma gestão, o risco é o isolamento do gestor em relação ao povo. O objetivo desse tipo de comportamento muitas vezes é demonstrar proximidade com o poder, controlar o acesso ao líder e impedir que outras opiniões sejam ouvidas.

Toda administração precisa de diálogo, transparência e disposição para ouvir diferentes pontos de vista. Gestores que valorizam a verdade, mesmo quando ela é desconfortável, têm maiores condições de corrigir rumos e construir uma gestão eficiente.

No fim das contas, uma liderança que se cerca apenas de bajuladores corre o risco de perder o contato com a realidade. E quando isso acontece, o maior prejudicado é a população, que espera soluções concretas e uma administração comprometida com o interesse público.