O coronelismo da velha guarda
agoniza no Vale do Juruá. Diante de um eleitorado que derrete a cada dia, o
deputado federal Barbary usou suas redes sociais para disparar ataques ferozes
contra o prefeito de Cruzeiro do Sul. O parlamentar rotulou o gestor municipal
de "traidor" e "covarde".
Essa postura arrogante reflete o
velho hábito de tratar lideranças e eleitores como subalternos. No entanto, o
deputado sofre de amnésia política conveniente. Ele esquece que sua vitória nas
urnas só foi possível graças ao apoio direto do prefeito que ele hoje tenta
demonizar. A ingratidão caminha lado a lado com o autoritarismo.
O fantasma de 2026 e o desespero de Brasília
O ataque público esconde o
verdadeiro pânico que bate à porta do gabinete do parlamentar. Com as projeções
para 2026 apontando um declínio severo de sua popularidade, as chances de
Barbary retornar a Brasília em 2027 são mínimas.
Para tentar conter a sangria de
votos, o deputado adota uma estratégia repetitiva nas redes sociais:
Exibe saldos: Mostra prints de emendas
parlamentares depositadas.
Transfere culpa: Tenta focar a narrativa apenas no
envio do dinheiro.
Abandona o pós-venda: Esquece que seu papel também
é fiscalizar a execução.
O macaco olhando para o próprio rabo
O prefeito da cidade certamente
carrega defeitos políticos e administrativos, como qualquer gestor. Mesmo com
suas falhas, foi peça fundamental para colocar o deputado na cadeira que ele
ocupa hoje.
Enquanto Barbary aponta o dedo, a
realidade das obras financiadas por suas emendas no Juruá desaba. A
fiscalização de seu gabinete é inexistente. O resultado é alarmante:
Falta de rigor: Obras entregues com qualidade
péssima.
Dinheiro jogado fora: Serviços que se deterioram
com menos de três meses de uso.
Prevaricação política: O parlamentar ignora que
fiscalizar a qualidade do gasto público é obrigação do cargo.
Diz o ditado popular que o macaco
só olha para o rabo do outro e esquece do seu. Barbary cobra lealdade e
eficiência alheia, mas entrega ingratidão política e fiscalização zero com o
dinheiro do povo. O eleitor do Juruá cansou de ser tratado como chinelo e está
respondendo onde mais dói para o coronel: nas pesquisas de opinião a perda do
voto.