Em uma madrugada de "luz
alta" e gatilhos rápidos, policiais militares confundem colegas com
criminosos e transformam posto de combustível em cenário de cinema. Quem
precisa de bandido quando o perigo vem do retrovisor?
O pacato centro de Cruzeiro do
Sul virou palco de um verdadeiro espetáculo de "Locademia de Polícia
misturado com filme faroeste Bang Bang" na madrugada da última quarta-feira,
17 de junho de 2026. Em um enredo que faria qualquer diretor de Hollywood
duvidar da veracidade, duas guarnições da própria Polícia Militar do Acre
decidiram travar um duelo armado na Avenida Copacabana. A notícia é daquelas
que a gente lê, esfrega os olhos, mas é puramente verídica: a PM resolveu
testar a pontaria contra a própria PM perto de um posto de combustíveis.
Segundo oa corporação no
município, o comando da PM-AC informou que o 'caso é delicado e por isso
estamos colhendo as informações com detalhes e com muita cautela'.
Ainda conforme a polícia, foi
aberto um procedimento de investigação policial militar para apuração do que,
de fato, levou à ocorrência.
O estopim desse
"bang-bang" institucional foi uma arma secreta terrível: uma das
viaturas chegou ao local com a luz alta ligada. Ofendidos ou assustados pelo
clarão afinal, quem aguenta farol alto na cara? Comentou um morador ainda
assustado com o Bang Bang na avenida, os policiais da outra guarnição não
pensaram duas vezes e abriram fogo. O resultado foi uma chuva de balas que
deixou as viaturas crivadas de marcas de tiro, transformando o patrimônio
público pago pelo contribuinte acreano em uma espécie de queijo suíço
automotivo.
Com tanto criminoso de verdade
para a polícia procurar no Vale do Juruá, a comunidade assiste a essa pouca
vergonha patrocinada pelo dinheiro do povo. Felizmente, ninguém saiu ferido, o
que prova que a pontaria dos envolvidos está tão calibrada quanto a capacidade
de identificação visual deles. Diante de um comando desta envergadura, a
população, que já anda bem desacreditada da segurança pública local, exige o
mínimo: que esses irresponsáveis do gatilho fácil sejam expulsos da corporação.
Brincar de faroeste na Avenida Copacabana com o dinheiro dos impostos não é
apenas uma vergonha, é o ápice do ridículo.