Ministro Mendonça enfrenta Gilmar Mendes após comparação do caso Master à Lava Jato
Uma vergonha para o nosso país temos 10 ministros no STF onde 7 parasse querer defender corruptos em que mesmo Brasil estamos
Por Camila Abrão/Gazeta do Povo |
17/06/2026
É duro ter que ouvir a verdade ministro (Foto: Luiz Silveira/STF)
O ministro do STF André
Mendonça está vivendo dias difícil com as investidas de ser desqualificado pelo
os ministros que defende os corruptos da prisão. Isso vem cada dia
envergonhando a justiça brasileira.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça
enfrentou as críticas do decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento
da Segunda Turma nesta terça-feira (16). O colegiado manteve as prisões
preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Gilmar
foi o único a defender a soltura dos dois.
Ele abriu a divergência, comparando os métodos do caso
Master, relatado por Mendonça, às práticas da Operação Lava Jato, as quais
classificou como "autoritárias" e "espetaculosas". Gilmar
criticou o que chamou de "punitivíssimo inebriado" e a utilização de
prisões para induzir delações premiadas.
“Juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia. Nós
sabemos muito bem onde esse caminho termina”, alfinetou. Nesta tarde, Mendonça
retirou o sigilo de parte da investigação da Polícia Federal.
O decano queixou-se de que os relatórios foram juntados aos
autos poucas horas antes da sessão, impedindo a análise da defesa e dos
próprios pares. "A jurisdição penal não opera sobre o que se sonega, mas
sobre o que se revela", disparou.
"Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a
julgar a maior fraude finaceira do nosso país", retrucou Mendonça no início
de seu voto. Ele rebateu as críticas, afirmando que o processo não trata de
"simples atores num gabinete na Faria Lima" praticando crimes de
colarinho branco.
Segundo o relator, a investigação revelou "contornos de
máfia" e de "crime organizado mafioso", com uso de fuzis,
metralhadoras e infiltração no sistema policial.
Confira no vídeo abaixo:
O relator lembrou de uma conversa pessoal pouco antes de
assumir o cargo, na qual Gilmar teria dito que para ser ministro do STF era
preciso coragem.
"Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro
de um tribunal", afirmou Mendonça, ressaltando que não busca ser
"estrela" nem atua por pressão da mídia.
Mendonça justificou a prisão de Henrique Vorcaro não pelo
parentesco, mas por evidências de que ele estaria comprando o silêncio de
testemunhas e articulando a obstrução das investigações após a morte de um dos
investigados sob custódia.
Ele destacou ainda que a transferência de Vorcaro para um
presídio federal, criticada por Gilmar como excessiva, visou preservar a vida
do empresário diante do risco de "queima de arquivo" por parte do
crime organizado infiltrado.
Mendonça também revelou, em tom de desabafo, que advogados
já haviam lhe proposto uma "delação seletiva" em seu gabinete, o que
ele teria recusado por ser um trabalho "abjeto".
"Não admito tentativas de me deslegitimar", diz
Mendonça
Em um troca de farpas, Gilmar apontou que é preciso estar
aos fatos que estão sendo julgados para evitar "fundamentações
genéricas".
"Que não é o caso. Até ministro Gilmar, faço questão de
publicar minhas decisões, porque é uma forma da sociedade criticar minhas
decisões", rebateu Mendonça.
Gilmar retrucou imediatamente: "Vossa Excelência não
tem alternativa. É a lei que manda. A Constituição que manda".