Pesquisa: STF é a maior ameaça à liberdade de expressão, dizem 43% dos senadores
Levantamento inédito mostra Congresso conservador na segurança e com a direita unânime contra o Supremo
Por: Edilberto Araújo | 30/03/2026
((Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil))
Desde o início do atual mandato
do presidente Lula (PT), o governo federal já editou 43 medidas para aumentar a
arrecadação, o equivalente a uma nova iniciativa a cada 27 dias.
O avanço das medidas ocorre em
meio a sucessivos recordes de arrecadação – em 2025, o governo federal fechou o
ano com R$ 2,9 trilhões arrecadados, alta real de 3,65%.
Até hoje, a atual gestão Lula
criou ou elevou impostos 36 vezes. Somam-se ainda outras cinco propostas que
caducaram juntamente com a medida provisória (MP) 1.303, apelidada por críticos
de "MP taxa tudo”, além de duas iniciativas de natureza não tributária.
Mais impostos sem racionalizar
gastos públicos
Luís Garcia, advogado
tributarista e especialista em Governança e Compliance, afirma que a quantidade
de medidas para aumentar a arrecadação é bastante expressiva. O país já
enfrentava uma taxação elevada para padrões de países emergentes, cerca de 34%
do PIB, compatível com a de nações desenvolvidas.
“Trata-se, na prática, de uma
estratégia recorrente e preocupante de recomposição fiscal pela via
arrecadatória, sem que se observe, na mesma proporção, um esforço de
racionalização do gasto público ou de redução estatal", comenta.