Explosão de candidaturas de centro de direita não é coincidência: é estratégia para leilão político em 2026

O surgimento de várias candidaturas dentro da direita brasileira não é pluralidade, não é democracia e muito menos estratégia eleitoral. É picaretagem política organizada

Por: Edilberto Araújo | 10/02/2026

Explosão de candidaturas de centro de direita não é coincidência: é estratégia para leilão político em 2026

(Charge: Edilberto A )

O surgimento de várias candidaturas dentro da direita brasileira não é pluralidade, não é democracia e muito menos estratégia eleitoral. É picaretagem política organizada. Uma encenação pensada exclusivamente para inflar o preço de partidos e líderes que, no fim, irão se vender ao maior pagador que seja eleito precisa sempre comprar o Centrão.

Essas candidaturas não existem para ganhar eleição. Existem para barganha. São laranjas eleitorais criados para dividir votos, confundir o eleitor conservador e fortalecer o câncer da política brasileira chamado: o Centrão.

O surgimento de várias candidaturas dentro da direita brasileira não tem como objetivo vencer as eleições presidenciais de 2026 com Flavio Bolsonaro, mas sim inflar o passe político de partidos e lideranças para, no momento certo, se venderem a quem pagar mais. Na prática, trata-se de um grande leilão eleitoral para as eleições de 2026.

Essas pré-candidaturas de centro de direita servem como moeda de troca. Fragmentam a direita, confundem o eleitor e fortalecem o velho jogo do Centrão que é quem paga melhor, que não tem lado assim eles enganam o povo, não tem ideologia e muito menos compromisso com o país. O único projeto é o poder e o caixa.

No final das contas, o roteiro é previsível: partidos que hoje se dizem “de direita” negociam apoio tanto com Flávio quanto com Lula disso não tenha dúvidas, aguardando apenas quem vai ganhar e oferecer mais cargos ao Centrão, emendas, ministérios e controle do orçamento. Quem der mais, leva a corja do Centrão. Simples assim.

O eleitor conservador vira figurante enquanto o Centrão atua como protagonista da novela do toma lá da cá, repetindo a mesma prática que há décadas mantém o Brasil refém de acordos de bastidores sujos. A multiplicação de candidaturas não fortalece a democracia; enfraquece a oposição real e pavimenta o caminho para a continuidade do sistema que vive hoje o Brasil de corrupção, fisiologismo e chantagem política no dia adia.

Em 2026, o risco não é apenas a volta de Lula ou a derrota da direita. O verdadeiro perigo é mais uma vez o país ser governado por quem nunca disputou voto, mas sempre venceu no balcão de negócios de Brasília que todos já conhecem.