O Voto Comprometido e o Preço da Impunidade: Até Quando o Brasil e o Acre Vão Sustentar Corruptos?
A inversão de valores na urna reflete o colapso dos serviços básicos, deixando o cidadão de bem refém de políticos condenados e do crime organizado.
Por: Edilberto Araújo | 04/06/2026
O boca mole palooza é tinhoso não aceita que esta derretendo ((Foto: Fellipe Sampaio/STF))
Com um Fórum de Lisboa menor que
o pomposo do ano passado, diante do cenário delicado para o Judiciário, o
ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, arriscou e saiu-se menor.
Muitos ilustres não foram, e como notório, centenas de servidores federais e
estaduais foram cedidos sob ônus de seus governos.
O famigerado “Gilmarpalooza”
chegou à sua edição de 2026 sob a síndrome do passeio: um evento em Portugal
para debater muito sobre o Brasil – algo que poderia ser feito em qualquer
faculdade do país. Para piorar, os três dias de passeio, ops!, evento de Gilmar
em Lisboa foram coroados no encerramento, com a bomba lançada por Malu Gaspar,
do O Globo, sobre o ilustre palestrante Alexandre de Moraes: a delação de
Daniel Vorcaro, rejeitada pela PF, continha um anexo sobre mais um contrato de
R$ 50 milhões do “banqueiro” com a esposa-advogada do ministro do STF.
Foi um ti-ti-ti no plenário e nos
corredores de deixar corados os togados do palco. Com tudo isso latente, Gilmar
Mendes perdeu uma ótima oportunidade de manter o nível do evento sem dinheiro
público: o servidor público que para lá foi, do menor nível até ministro do
Judiciário, poderia ter pagado suas passagens, hospedagem e alimentação. Não o
dinheiro público, como tem sido.