DERACRE e DNIT: Falta de Fiscalização ou Armadilhas nas Rodovias?

Buracos deixados após serviços de recuperação de asfalto colocam motoristas em risco e levantam questionamentos sobre a qualidade da fiscalização das obras públicas.

Por: Nesio Carvalho Mendes | 05/06/2026

DERACRE e DNIT: Falta de Fiscalização ou Armadilhas nas Rodovias?

O abandono das BRs no Acre (Foto: Montagem Radar News Diário)

DERACRE e DNIT são dois órgãos públicos que precisam responder a uma pergunta que preocupa milhares de motoristas: trata-se de incapacidade técnica ou de descaso com a segurança dos usuários das rodovias?

Ao trafegar pela BR-476, conhecida como Transacreana, é possível encontrar diversos trechos em obras de recuperação asfáltica. No entanto, entre um reparo e outro, permanecem verdadeiras armadilhas para os condutores. Surge então a pergunta: quem é o fiscal da obra que permite que esses buracos permaneçam abertos entre os trechos recuperados? E por que eles foram deixados dessa forma?

Motoristas desavisados acabam saindo da pista ou caindo nesses desníveis perigosos, que podem destruir a suspensão dos veículos, provocar acidentes graves e até causar fatalidades. Sabemos que muitas vezes a direção dos órgãos não acompanha de perto cada detalhe das obras. Por isso, esta matéria serve também como alerta para que a direção do DERACRE tome conhecimento da situação e cobre explicações do responsável pela equipe e da fiscalização da obra.

A situação se repete na BR-364, sob responsabilidade do DNIT, no trecho entre Rio Branco e Porto Velho, próximo ao km 43. A chamada operação tapa-buracos parece não estar tapando todos os buracos. Em vários pontos, trabalhadores deixam crateras abertas após a execução parcial do serviço, criando novos riscos para quem trafega pela principal ligação rodoviária entre o Acre e Rondônia.

Não queremos entrar na discussão sobre outros trechos problemáticos da rodovia. O que cobramos é responsabilidade de quem fiscaliza e autoriza a execução dos serviços. Não é aceitável que uma obra seja considerada concluída deixando para trás buracos capazes de cortar pneus, danificar veículos e até provocar a perda de controle da direção, resultando em acidentes graves.

Vidas humanas são importantes. Cada proprietário de veículo paga altos impostos, além dos elevados custos com combustíveis, cujos recursos também contribuem para a manutenção da malha rodoviária. Diante disso, algumas perguntas precisam ser feitas:

• Alguém está sendo beneficiado para deixar esses buracos abertos?

• Existe algum interesse por trás dos prejuízos causados aos motoristas?

• Alguém sabe quanto custa para uma família sepultar um ente querido vítima de um acidente?

Portanto, senhores diretores do DNIT e do DERACRE, a responsabilidade pelas obras é dos órgãos que os senhores administram. É necessário exigir seriedade, qualidade e fiscalização efetiva dos serviços executados. Buracos deixados no meio da pista não são simples falhas; são riscos reais à vida de quem utiliza as rodovias todos os dias.

Que as providências sejam tomadas antes que mais prejuízos ocorram ou que vidas sejam perdidas. Afinal, quando a negligência gera tragédias, a responsabilidade não pode ser ignorada.

As fotografias da BR-364 serão apresentadas para comprovar a situação relatada nesta matéria.