Crise na Saúde: Falta de Dipirona Desmente Discurso Oficial em Acrelândia

Enquanto gestão municipal usa rádio para classificar denúncias como "fofoca", realidade dos postos pune idosos e escancara o jogo de empurra-empurra pelo sumiço de remédios básicos.

Da Redação | 10/06/2026

Crise na Saúde: Falta de Dipirona Desmente Discurso Oficial em Acrelândia

Essa é a realidade do que está acontecendo na farmácia da Saúde de Acrelândia (Foto: Radar News Diário)

A distância entre o discurso político nos microfones de rádio e a dura realidade enfrentada pela população de Acrelândia nunca foi tão grande. Recentemente, vozes ligadas à administração pública foram aos meios de comunicação locais para desqualificar as queixas dos moradores, alegando que a falta de medicamentos no município não passava de “fofoca”. No entanto, a tentativa de blindar a gestão caiu por terra diante de provas incontestáveis: o cidadão que precisa do remédio continua recebendo um "não" como resposta na farmácia básica com falta de medicamentos.

A inversão de valores é nítida. Quem realmente está espalhando desinformação? O morador que relata a falta de medicamentos ou o agente público que usa os veículos de comunicação para faltar com a verdade?

A resposta ficou evidente na última segunda-feira, dia 8 de junho. Um morador, acompanhando sua mãe de 94 anos uma idosa que merece o máximo de respeito e dignidade, vivenciou o descaso na pele. Ao procurar a secretaria de saúde, a resposta da atendente foi implacável: medicamentos simples e essenciais, como a Dipirona, estavam em falta. Apenas a Azitromicina estava disponível para a receita. Este não é um caso isolado; é a rotina diária de dezenas de famílias que voltam para casa de mãos vazias.

Como justificativa para o desabastecimento, ‘a atendente da farmácia municipal chegou a alegar que a secretaria só possui responsabilidade sobre os medicamentos que integram a lista do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não soube explicar quais seriam eles’. Essa resposta vazia levanta uma dúvida alarmante: será que a gestão quer convencer o povo de que uma simples Dipirona ficou de fora da rede pública? A verdade técnica desmente o argumento. A Dipirona e outros analgésicos essenciais fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) e são de fornecimento obrigatório e gratuito pelas farmácias básicas dos municípios. Alguém na administração precisa vir a público para listar, de forma transparente, o que realmente deve estar nas prateleiras. Caso contrário, esse discurso técnico mal explicado continuará parecendo apenas uma desculpa conveniente uma verdadeira cortina de fumaça usada para calar a boca do cidadão e mascarar a falta de gestão com o dinheiro público.

Link da lista de remédios na farmácia do município diz o RENAME; A partir da pagina 25 https://share.google/7oanIrlpHdxaDqjfU

A pergunta que ecoa em toda Acrelândia é uma só: o que está acontecendo com os recursos públicos? O dinheiro destinado à saúde carimbado e enviado ao município entra em caixa, mas falta o básico. Falta o remédio para dor, falta a sensibilidade com os idosos e sobra arrogância nas justificativas.

Para agravar o cenário de desordem, o tradicional "jogo de empurra" tomou conta da administração. Em entrevista recente ao veículo Radar News Diário, o secretário responsável pelo setor de licitações lavou as mãos. Ele assegurou que todos os processos licitatórios estão rigorosamente em dia e disparou que, se existe incompetência administrativa, ela não pertence à sua pasta.

Se as licitações foram feitas e o dinheiro existe, onde está o gargalo que impede o remédio de chegar ao cidadão? A batata quente agora está nas mãos do prefeito. A população de Acrelândia cansou de desculpas, do "lenga-lenga" institucional e de ser chamada de fofoqueira por cobrar o que é seu por direito. É hora de o chefe do Executivo investigar a fundo, identificar de quem é a real incompetência e substituir quem não está dando conta do recado. A saúde do povo não pode esperar a engrenagem da burocracia ou o ego de secretários se resolverem.

O povo não pode esperar a engrenagem da burocracia ou o ego de secretários se resolverem. Enquanto isso, a população está pagando caro duas vezes: o salário da incompetência pública e os medicamentos nas farmácias privadas. Cabe ao chefe do Executivo municipal pôr fim a esta falta de respeito com idosos e crianças, duas fases da vida em que não se pode esperar pela boa vontade de quem não quer fazer o melhor por quem paga altos impostos. Os vereadores têm usado a tribuna da Câmara Municipal para dizer que não há remédios. Mas aqui fica a pergunta: a população e os vereadores estão mentindo? Ou os remédios são imaginários e invisíveis à percepção dos humanos naturais de Acrelândia? Aguardamos respostas.


 Fica o espaço caso alguém da gestão queira falar sobre a denuncia E-mail edilbertoaraujo38@gmail.com