Boi gordo já supera os R$ 350/@ e abre a semana com expectativa de novos avanços

Mercado físico mantém preços sustentados nas principais praças pecuárias, enquanto o boi futuro acima de R$ 380/@ aumenta a expectativa para a arroba; oferta de animais terminados, escalas dos frigoríficos e exportações entram no radar.

Da Redação | 14/09/2026

Boi gordo já supera os R$ 350/@ e abre a semana com expectativa de novos avanços

(Foto divulgação)

O boi gordo abre uma nova semana com cenário de firmeza no mercado físico e expectativa positiva para os preços da arroba. Em São Paulo, referências já superam os R$ 350/@, enquanto outras importantes praças pecuárias encerraram os últimos negócios com estabilidade e sustentação das cotações.

Embora os frigoríficos ainda não demonstrem uma necessidade generalizada de elevar as ofertas pela boiada, o comportamento do mercado futuro adicionou um ingrediente importante às expectativas. Os contratos do boi gordo chegaram a superar R$ 380/@, ampliando consideravelmente o prêmio em relação ao físico e sinalizando que os agentes enxergam possibilidade de um mercado mais apertado adiante.

Para os próximos dias, o comportamento das escalas de abate, a disponibilidade de animais terminados e o desempenho das exportações serão fundamentais para determinar se essa expectativa começará a aparecer com maior intensidade nas negociações do mercado disponível.

Arroba supera os R$ 350 em São Paulo No levantamento do Indicador do Boi Datagro apresentado no fechamento da semana, São Paulo registrou preço médio de R$ 350,01/@. Mato Grosso do Sul apareceu logo atrás, com R$ 347,91/@, enquanto Minas Gerais registrou R$ 342,41/@.

As demais referências foram de R$ 342,03/@ em Tocantins, R$ 337,97/@ em Goiás, R$ 337,84/@ no Pará, R$ 334,70/@ em Mato Grosso, R$ 334,17/@ na Bahia e R$ 329,38/@ em Rondônia.

Já a Scot Consultoria trabalhava com referência de R$ 345/@ para o boi gordo sem padrão-exportação em São Paulo, enquanto o chamado “boi-China” estava cotado em R$ 350/@, em valores brutos e a prazo. As diferenças entre as referências decorrem das metodologias e condições comerciais consideradas em cada levantamento.

O quadro mostra um mercado físico ainda sem disparada generalizada, mas com preços sustentados e referências importantes trabalhando ao redor ou acima dos R$ 350/@. Frigoríficos ainda têm escalas relativamente confortáveis.

Um dos fatores que impedem, por enquanto, uma alta mais intensa no físico está do lado comprador. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos de maior porte ainda trabalham com escalas de abate mais confortáveis, beneficiados pela disponibilidade de animais provenientes de parcerias e pela utilização de confinamentos próprios.

Com isso, as indústrias conseguem administrar melhor as compras e evitam entrar em uma disputa mais agressiva pela boiada.