Bocalom, o Pregador Insistente que o Tempo Tratou de Confirmar

Enquanto Bocalom incentivava a produção da agricultura o ex-governador Jorge Viana se aliou a Trump de marina Silva para perseguir o homem do campo com apoio a perseguição pelo IBAMA. ICMBio. E outros órgãos que persegue o trabalhador Rural acreano

Da Redação | 26/06/2026

Bocalom, o Pregador Insistente que o Tempo Tratou de Confirmar

Que vergonha Jorge Viana ter que engolir o que disse o Bocalom (Foto: Radar News Diário)

Na política, o tempo tem o poder de revelar quem estava certo. Durante anos, Tião Bocalom foi tratado por muitos como apenas um insistente defensor da agricultura, mas sua persistência acabou transformando-o em algo maior: um verdadeiro professor prático para Jorge Viana. Enquanto um pregava que a riqueza do Acre nasceria da terra, o outro apostava em modelos que limitaram a produção rural. Hoje, ironicamente, a própria realidade parece ter colocado Jorge Viana na sala de aula de Bocalom, aprendendo, na prática, aquilo que o “pregador insistente” sempre ensinou.

Durante décadas, muitos desacreditaram de uma tese que hoje se mostra cada vez mais evidente no Acre: a de que a verdadeira independência econômica do homem do campo nasce da produção agrícola. Entre os que defenderam essa visão com firmeza, um nome sempre esteve em destaque: Tião Bocalom, um homem que jamais deixou de pregar o potencial da terra como fonte de riqueza, dignidade e prosperidade.

Bocalom se tornou conhecido por sua insistência em defender a agricultura como o principal caminho para geração de renda e desenvolvimento regional. Mesmo diante de críticas e resistência política, ele sempre sustentou que o Acre possui terra fértil e capacidade produtiva para transformar a vida dos agricultores, especialmente por meio da agricultura familiar.

Quando conheceu Jorge Viana, Bocalom apresentou um projeto voltado ao fortalecimento do campo. A proposta tinha como foco incentivar o plantio de culturas estratégicas como café, milho, soja, arroz, feijão e banana produtos essenciais para o abastecimento interno e capazes de gerar excedente comercializável. Na visão de Bocalom, isso daria aos colonos autonomia financeira e reduziria a dependência de políticas assistencialistas.

No entanto, Jorge Viana seguiu por outro caminho ao adotar o modelo da chamada Florestania, uma política que priorizou a preservação ambiental sob forte regulação estatal. Para muitos produtores rurais, esse modelo trouxe mais burocracia, restrições e dificuldades para quem depende diretamente da terra para sobreviver. Em vez de facilitar a produção, aumentaram-se os entraves legais e administrativos no campo.

Três décadas depois, o cenário parece ter mudado. Após 30 anos de defesa incansável da agricultura, Bocalom vê sua tese ganhar força até entre antigos opositores. Um exemplo simbólico disso é o próprio Jorge Viana, que hoje se dedica à cafeicultura e tem promovido sua produção de café publicamente, carregando amostras e divulgando sua lavoura por onde passa.

Para muitos, essa mudança representa uma espécie de reconhecimento tardio de que Bocalom estava certo desde o início. O café, antes defendido como alternativa econômica viável para pequenos produtores, agora aparece como símbolo de uma atividade capaz de gerar renda, emprego e desenvolvimento.

Fica a reflexão: onde estaria o Acre hoje se, há 30 anos, tivesse apostado de forma mais decisiva em uma política de expansão agrícola sustentável? Muitos acreditam que o estado poderia ter alcançado um patamar muito maior de produção, competitividade e pujança econômica.

O tempo, muitas vezes, é o maior juiz da política. E no caso desse debate, ele parece dar razão ao “pregador insistente”. Bocalom sempre acreditou que a prosperidade brota da terra. Afinal, é dela que nasce a produção, o alimento, a riqueza e o sustento da humanidade.

Hoje, mais do que nunca, sua mensagem ecoa com força: quando se planta com visão, colhe-se transformação.