Olhando para o futuro
Quando vejo o futuro se
aproximando, especialmente no momento de fazer escolhas políticas, eu me
pergunto: será que um empresário contrataria um ladrão para ser vigia do seu
comércio? Colocaria um alcoólatra para dirigir o caminhão de entregas?
Confiaria a segurança de seus filhos a uma pessoa com histórico de crimes
sexuais? Ou colocaria um usuário de drogas para cuidar do caixa de sua empresa?
Na vida pessoal, a maioria das
pessoas analisa com cuidado em quem confiar. Porém, na política, vemos muitos
eleitores entregando o destino do Acre e do Brasil a pessoas que não passam
pelo mesmo filtro de moralidade e responsabilidade que usamos em nossa vida
privada.
Hoje, temos políticos que, se
fossem submetidos a exames toxicológicos, talvez fossem reprovados. Outros
defendem determinadas pautas por interesses próprios. Também existem aqueles
que agem como verdadeiros gângsteres dentro da política brasileira. Há ainda
políticos que ostentam bebidas caríssimas e uma vida de luxo, enquanto é o povo
quem paga essa conta.
Enquanto isso, a saúde sofre com
cortes de verbas. A educação perde recursos importantes. Auxílios para
transporte rural são reduzidos. Trabalhadores da educação, muitas vezes,
enfrentam perseguições e transferências injustas. Em meio a tudo isso, a população
continua sofrendo com serviços públicos precários.
Também existem casos graves
envolvendo políticos ligados a escândalos sexuais, inclusive com denúncias que,
muitas vezes, parecem ser abafadas. Isso levanta uma pergunta importante: até
quando o eleitor continuará ignorando sinais tão claros?
Se os eleitores fossem tão
criteriosos na escolha de seus representantes quanto são ao cuidar de seu
próprio dinheiro, talvez a realidade política fosse diferente. Se muitos dos
que se dizem cristãos realmente aplicassem os ensinamentos da Bíblia em suas
decisões políticas, certamente fariam escolhas mais conscientes.
Quando alguém afirma ser cristão,
mas escolhe apoiar políticos corruptos ou de conduta duvidosa, entra em
contradição com a fé que professa. A Palavra de Deus alerta sobre não andar
segundo o conselho dos ímpios nem se assentar à mesa dos escarnecedores.
Cada pessoa faz suas escolhas,
mas vale lembrar o provérbio popular: “Diga-me com quem andas, e eu te direi
quem és.”
Segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui uma população majoritariamente
cristã. Então surge uma pergunta inevitável: se tantos dizem seguir a Cristo,
por que tantos políticos corruptos continuam sendo eleitos?
A própria Bíblia mostra que
frequentar um ambiente religioso não transforma automaticamente o caráter de
alguém. Em Lucas 4:33-35, vemos que até um homem possuído por espírito maligno
estava dentro da sinagoga. Isso nos ensina que nem todo aquele que está dentro
da igreja representa verdadeiramente os valores de Deus.
Da mesma forma, existem políticos
que frequentam igrejas, mas cujas práticas revelam o contrário daquilo que
professam. Por isso, é necessário vigilância, discernimento e prudência.
Precisamos estar atentos e fugir
da aparência do mal. Sabemos que, ao rejeitar alianças com corruptos e não
participar dessas mesas de escarnecedores, muitas vezes seremos
ridicularizados, criticados e até ofendidos. Mas é melhor sofrer por fazer o
que é certo do que colher as consequências de escolhas erradas.
Você pode fazer mais pela sua
família, por seus amigos e por sua cidade escolhendo representantes honestos,
comprometidos com a verdade e com o bem comum e não aqueles que pagam para
construir uma falsa imagem de bondade.
A escolha é sua hoje. Mas o
resultado virá amanhã.
Quem planta espinhos não pode se
surpreender quando precisar conviver com eles.
Finalizando, a Bíblia nos ensina:
“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.” (Salmos 33:12)