Alan Rick se faz de vítima após retirada de outdoors e esquece quando tentou barrar divulgação de pesquisa no Acre

A pergunta é, o senador e pré-candidato a governo do Acre, como legislador por 12 anos ele deveria ter noção das leis e do dever de cumprir as leis ou quer fazer o acreano de trouxa?

Da Redação | 18/06/2026

Alan Rick se faz de vítima após retirada de outdoors e esquece quando tentou barrar divulgação de pesquisa no Acre

Deus defenda os acreanos de políticos assim (Foto: Contilnet)

Pré-candidato ao governo do Acre reage com revolta à retirada de propaganda sobre emendas parlamentares, mas é acusado de usar dois pesos e duas medidas ao tratar liberdade de divulgação.

Em ano eleitoral, qualquer movimento político ganha um peso ainda maior, e no caso do senador Alan Rick, a estratégia parece estar cada vez mais evidente. O pré-candidato ao governo do Acre resolveu se colocar como vítima após a retirada de outdoors que exibiam os valores de suas emendas destinadas aos municípios acreanos, demonstrando indignação em um dos maiores veículos de comunicação da região do Juruá “Rádio e TV Integração”.

O que chama atenção, porém, é um detalhe que não passa despercebido pela população: por que somente agora, justamente em ano de eleição, surgiram outdoors espalhados destacando essas emendas? Nos anos anteriores, quando não havia disputa eleitoral no horizonte, esse tipo de exposição pública simplesmente não existia. A coincidência levanta questionamentos inevitáveis sobre promoção pessoal travestida de prestação de contas.

Sendo considerado um dos jornalistas mais influentes do Acre, Alan Rick conhece como poucos o poder da comunicação e sabe utilizar bem o discurso público, inclusive quando precisa construir a narrativa de perseguição ou vitimização. Mas o que muitos acreanos não esqueceram é que, recentemente, o próprio pré-candidato recorreu à Justiça para tentar impedir a divulgação de uma pesquisa eleitoral que não lhe favorecia.

Agora, diante da retirada dos outdoors, o discurso muda e o que antes parecia aceitável para ele passa a ser tratado como ilegal ou perseguição política. Isso levanta uma reflexão importante: quando a situação beneficia, vale; quando incomoda, é injustiça?

Como diz o velho ditado, “a pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Quem tem telhado de vidro precisa ter cautela antes de atirar pedras no telhado alheio. Na política, coerência não deveria ser opcional. O eleitor acreano está atento e sabe distinguir quem realmente defende princípios de quem apenas muda de posição conforme a conveniência.