O presidente da CPMI do INSS,
senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a mensagem de Daniel Vorcaro,
questionando se o interlocutor teria conseguido “bloquear”, enviada no dia da
1ª prisão do dono do Banco Master, teve como destino um telefone funcional do
Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a jornalista Malu
Gaspar, as mensagens teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes. O
ministro negou, mas não esclareceu se manteve qualquer contato com o banqueiro
investigado pela Polícia Federal (PF).
“Cabe agora, oficialmente, ao
Supremo, se nós tivermos essa condição na investigação, que é o básico de uma
investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número
de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem. Mas que é um número
do STF não há dúvida nenhuma”, afirmou Viana em entrevista ao programa Roda
Viva, da TV Cultura, na noite de ontem (16).
O senador também defendeu o
afastamento de Moraes durante as investigações do caso Master e afirmou que vai
oficiar o STF para identificar o responsável pelo número.
“Aqui me preocupa pois, em
qualquer país sério, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado do cargo
até que a investigação terminasse e nós determinássemos se ele tem culpa ou não
nessa história”, afirmou.
Embora ressalte que não se deve
fazer “pré-condenação” de ninguém, Viana afirmou que, “pelo poder que tem como
ministro”, Moraes “deveria estar fora do cargo para que a investigação pudesse
ser a mais isenta possível em relação a esse escândalo”.
Na entrevista, o senador também
defendeu a criação de uma CPI do Banco Master, criticou o Supremo e defendeu o
afastamento de Dias Toffoli, ligado a Vorcaro. “Ninguém quer mexer com o
Supremo que investiga alguém. Essa relação de promiscuidade de que você não
toca o processo e eu não faço nada contra você é muito ruim. É a minha visão
hoje”, afirmou.
“Assim como os ministros do
Supremo deveriam ser afastados – e eu digo aqui: ‘Toffoli e Alexandre de Moraes
não deveriam estar no cargo’ – também no próprio Parlamento, uma pessoa quando
é pega em uma operação da Polícia Federal com provas robustas de envolvimento
de parlamentar ele tinha que ser afastado também”, completou.