Da Redação | 18/05/2026
Secretaria desmente população e diz que medicamentos não falta (Foto divulgação)
A saúde pública de Acrelândia enfrenta mais uma grave crise
causada pela falta de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde. Pacientes
que dependem de medicamentos básicos estão sendo prejudicados devido ao atraso
no abastecimento, situação que vem provocando revolta e indignação na
população.
A reportagem procurou o secretário de Administração para
obter informações sobre o processo de licitação de medicamentos destinados a
atender a demanda dos usuários do SUS no município. Segundo o secretário, “tudo
está correto”, a licitação segue vigente e não existe irregularidade no
processo administrativo relacionado à compra dos medicamentos.
Resposta
do secretário de Administração
O secretário de Administração e Finanças, Sr. Astério, de
forma coerente e educada, afirmou que “não existe nenhum problema em relação ao
processo licitatório. O procedimento foi realizado no ano passado e está tudo
em dias”.
Com isso, fica evidente que o problema estaria concentrado
na gestão da Secretaria Municipal de Saúde, comandada pela secretária Fernanda.
Se o fornecedor não está realizando a entrega dos medicamentos em tempo hábil,
entende-se que a Secretaria de Saúde precisa tomar providências imediatas para
garantir o abastecimento e evitar prejuízos à população.
Enquanto isso, a população sofre com a falta de compromisso,
responsabilidade e respeito no atendimento à saúde pública.
Ao procurar a Secretaria de Saúde,
“A Secretaria Municipal de Saúde informa que desconhece
sobre a falta do referido medicamento na Farmácia Básica.
Destacamos ainda que, em alguns períodos, podem ocorrer
atrasos nas entregas por parte dos fornecedores, em razão da indisponibilidade
de determinados medicamentos nos laboratórios fabricantes, situação que acaba
impactando o abastecimento dos municípios.
Mesmo diante dessas situações, a Secretaria segue
acompanhando e cobrando a regularização junto aos fornecedores, buscando
garantir o abastecimento e a continuidade da assistência à população”.
Atenciosamente, Secretaria Municipal de Saúde Fernanda.
No entanto, essa não é a realidade relatada a nossa
reportagem pelos usuários do sistema público de saúde. Moradores afirmam
enfrentar dificuldades constantes para conseguir medicamentos básicos, que
frequentemente estão em falta nas unidades de saúde do município.
Agora será que esta tudo bem mesmo e não há falta de
medicamentos nos postos de saúde de Acrelândia.
Outro problema denunciado pela população é a ausência de
laboratório para a realização de exames solicitados pelos médicos nas UBSs
(Unidades Básicas de Saúde) de Acrelândia. Muitos pacientes acabam recorrendo a
laboratórios particulares, pagando do próprio bolso, ou precisam buscar
atendimento pelo SUS em Rio Branco.
O que está acontecendo demonstra falta de planejamento
diante da demanda dos usuários do sistema de saúde. A gestão municipal conhece
o número de pacientes atendidos, assim como o consumo mensal de medicamentos,
informações registradas nas carteiras de acompanhamento e no próprio sistema da
Secretaria de Saúde.
O Ministério Público do Acre precisa tomar conhecimento
dessa situação de possível negligência na saúde municipal, que coloca em risco
a vida da população.
Seres humanos podem morrer pela falta de medicação. A
situação é ainda mais preocupante para aposentados, que recebem baixos salários
e, além das dificuldades financeiras, precisam comprar medicamentos em
farmácias particulares porque a rede pública não consegue cumprir seu dever
básico.
Em caso de um infarto provocado pela ausência de
medicamentos para hipertensos, sobre quem recairá a responsabilidade?
Os vereadores do município também precisam exercer seu papel
de fiscalização e acompanhar a correta aplicação dos recursos públicos
destinados à saúde.
Nossa reportagem ainda tentará contato com o atual prefeito,
que assumiu o mandato há pouco mais de 40 dias, para saber quais medidas serão
adotadas diante desse cenário de descaso enfrentado pela população que procura
medicamentos nos postos de saúde e recebe apenas um “não” como resposta. O
prefeito encontra-se em viagem e, possivelmente, ainda não tenha conhecimento
completo da gravidade da situação.
Fica o alerta para que a população esteja atenta e cobre
soluções, evitando que a falta de fiscalização favoreça gestores negligentes em
saúde.
Fica o espaço para responder na matéria caso alguém da
gestão queiram usar o espaço E-mail: contato@radarnewsdiario.com.br
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