Fala acre de Alan Rick, quantas famílias enganadas pelo instituto Léo Moura no Acre?
Que bom que agora tem o fala Acre para tirar as duvidas e denunciar os desmando dos políticos sujos na justiça também parabéns
Por Juliet Manfrin | 01/05/2026
Só mais um jogo de alcolumbre para continuar na presidência do senado em 2027 ((Foto: Gustavo Moreno/STF))
A rejeição do nome do
advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, na noite de quarta-feira (29)
para a vaga no Supremo Tribunal Federal, marcou uma derrota histórica para o
governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e expôs fragilidades na articulação política
do Planalto em um momento decisivo do calendário institucional e eleitoral.
O revés - por 42 votos a 34 no
plenário do Senado -, inédito desde o fim do século 19, amplia a incerteza
sobre a próxima indicação para a Corte e abre um cenário estratégico delicado:
caso o presidente opte por não enviar um novo nome ainda neste ano, caberá ao
próximo chefe do Executivo a prerrogativa de indicar esse e outros três
ministros, um total de quatro novos membros da Corte.
As novas escolhas do próximo
presidente podem reconfigurar a estrutura do tribunal nos anos a seguir, caso
um partido de oposição assuma o Palácio do Planalto a partir de 2027.
No caso de reeleição de Lula, o
presidente contaria com seis indicações no total, considerando os dois
ministros já emplacados por ele no Lula 3: Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Além da vaga deixada por Luís
Roberto Barroso, que se aposentou no fim de 2025, terão aposentadorias
compulsórias, por completar 75 anos, os ministros Luiz Fux (abril de 2028),
Cármen Lúcia (abril de 2029) e Gilmar Mendes (dezembro de 2030).
Para o professor e
constitucionalista Alessandro Chiarottino, Lula pode deixar essa indicação para
depois, porque seria mais um desgaste em ano eleitoral, sobretudo se ela for
malsucedida novamente.
Com isso, segundo o jurista, há
uma chance significativa de mudanças relevantes no STF caso um candidato de
oposição vença as eleições presidenciais.
Segundo ele, a possibilidade de o
próximo presidente realizar até quatro indicações abre caminho para uma
reconfiguração da Corte, com potencial inclusive para revisão de entendimentos
jurídicos já consolidados. “Além disso, acredito que essa indicação [para a
vaga aberta com a saída de Barroso] ficará na gaveta, em razão da agenda
eleitoral”, completa.
A derrota do governo marcou um
episódio histórico e abriu uma nova frente de incerteza política e
institucional. Se a vaga de fato ficar para o próximo presidente, a depender do
resultado das eleições, a reconfiguração da Corte nos próximos anos também é
dada como certa pelo constitucionalista André Marsiglia.
Pela primeira vez desde 1894, o
Senado recusou uma indicação presidencial para a Corte, o que força o governo a
reavaliar sua estratégia para preencher a vaga.
“Numa condição como essa,
dependendo do desgaste entre Executivo e Legislativo, qualquer nome indicado
por Lula poderia ser rejeitado, aumentando seu desgaste político e
institucional às vésperas de uma eleição”, relata. Ele salienta que uma ala de
governistas já estaria defendendo que o presidente não realize nova indicação
em 2026.
O doutor em Direito e
comentarista político Luiz Augusto Módolo acredita ser pouco provável que Lula
não sugira mais um nome neste ano e faz uma ressalva. “O erro de fundo é que um
presidente em claro fim de carreira política quer indicar jovens como Messias,
que vão ficar décadas no STF. Isso está completamente errado. É
desproporcional”. Se fosse aprovado, Messias ficaria por quase 30 anos na
Corte, considerando que hoje ele tem 46 anos.