População reforça as denúncias do mal uso de R$ 234 mil de recursos federais para defesa civil em Porto Walter

Moradores de Porto Walter voltaram a público para reforçar denúncias sobre o suposto mau uso de R$ 234 mil em recursos federais destinados à Defesa Civil do município

Por: Edilberto Araújo | 04/03/2026

População reforça as denúncias do mal uso de R$ 234 mil de recursos federais para defesa civil em Porto Walter

(Foto: José Caminha/Secom)

Moradores de Porto Walter voltaram a público para reforçar denúncias sobre o suposto mau uso de R$ 234 mil em recursos federais destinados à Defesa Civil do município. Segundo relatos da própria população, o valor teria sido enviado para ações emergenciais, mas até o momento não houve transparência suficiente sobre como o dinheiro foi aplicado.

De acordo com lideranças comunitárias, os recursos deveriam ter sido utilizados em medidas preventivas e estruturais, principalmente em períodos de cheia dos rios e situações de risco que afetam famílias ribeirinhas. No entanto até por que no município não houve alojamento em 2025, moradores afirmam que não perceberam melhorias concretas nas áreas mais vulneráveis, o que aumentou a desconfiança e a cobrança por explicações formais.

“Se o recurso veio para proteger a população, queremos saber onde foi investido”, declarou um morador que pediu para não ser identificado por medo de retaliações por parte da gestão. A principal reivindicação é que a gestão municipal apresente documentos detalhados, notas fiscais, relatórios técnicos e prestação de contas completa sobre a aplicação da verba. Segundo moradores no município foi feito um campeonato de futebol de campo, e nesse campeonato foi sorteado várias cestas básicas entre os torcedores e muitas foram vendidas na época os que ganhavam não precisava e vendiam.

Segundo moradores relatam que, essas cestas que vinham da defesa civil eram fracionadas uma (1) era dividas em duas (2) justamente para ter o aumento de cestas para eles os políticos se promoverem na entrega das cestas na zona rural e no campeonato de futebol de campo em 2025.

Também segundo relatos da comunidade, os vereadores, vice-prefeito fizeram entrega de cestas na zona rural como forma de se promover, se veio para a defesa civil seria esse órgão responsável pela a distribuição para as pessoas afetadas com a cheia e alagações das famílias coisa que não se tem conhecimento de ter acontecido em 2025.

Segundo relatos de moradores da comunidade a sala onde funciona a defesa civil é um espaço cedido pela a prefeitura, e que os sacolões quando chega no município são alojados em diferentes lugares.

Especialistas em gestão pública lembram que recursos federais destinados à Defesa Civil possuem finalidade específica e devem obedecer a critérios rigorosos de execução e transparência. Com essas denúncias e irregularidades, o município já está sendo investigado por órgãos de controle, além de sofrer sanções administrativas e devolução de valores.

O Ministério Público do Estado do Acre, por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (GAEMA), instaurou inquérito civil para apurar possível omissão ou deficiência estrutural da Defesa Civil do município de Porto Walter. A Portaria nº 0001/2026 foi publicada no Diário Eletrônico do MP na quinta-feira (26/02).

A investigação tem como base o Inquérito Civil nº 06.2025.00000541-2 e é assinada pela promotora de Justiça Manuela Canuto de Santana, coordenadora-geral do GAEMA. O objetivo é verificar se o órgão municipal de proteção e defesa civil possui estrutura administrativa, operacional e orçamentária adequada para executar a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC).

A população pede que a Câmara de Vereadores também acompanhe o caso de perto e, se necessário, encaminhe mais denúncia aos órgãos competentes para garantir que o dinheiro público cumpra sua real finalidade: proteger vidas e minimizar danos em situações de emergência a população de Porto Walter, se é que os vereadores tem coragem de fiscalizar esses desmandos que vem acontecendo na gestão com o dinheiro público do município.

Enquanto isso, cresce a pressão popular para que a prefeitura esclareça os fatos e apresente, de forma clara e objetiva, como cada centavo dos R$ 234 mil foi aplicado para alojamento que segundo moradores não existiu.