O senador Sergio Moro (União-PR)
se reuniu nesta quarta-feira (18) com a cúpula nacional do PL para discutir a
filiação ao partido do pré-candidato à Presidência da República Flávio
Bolsonaro (PL-RJ). Além do filho do ex-presidente, o coordenador da campanha, o
senador Rogério Marinho (PL-RN), o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e
o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) participaram do encontro, que deve
mudar o cenário eleitoral na corrida pelo governo do Paraná.
Na saída do encontro, Costa Neto
informou aos jornalistas que o PL irá apoiar o senador paranaense, mesmo que
Moro permaneça na federação União Progressista. Caso seja impedido de lançar a
candidatura pelo União Brasil, o cacique do PL afirmou que "as portas do
partido estão abertas" para o ex-juiz da Lava Jato.
Costa Neto disse que a sigla
aguarda uma resposta do senador, que prometeu se reunir ainda nesta
quarta-feira com a cúpula nacional da federação.
Apesar da resistência inicial ao
nome de Moro devido à saída conturbada do governo Bolsonaro e investigações
envolvendo Costa Neto o PL passou a
priorizar um acordo com o ex-juiz após encaminhar o rompimento político com o
grupo do governador Ratinho Junior (PSD-PR). Com a provável confirmação do
paranaense como pré-candidato à Presidência pelo partido de Gilberto Kassab, a
campanha de Flávio articula uma candidatura própria com um palanque forte no
Paraná, o quinto maior colégio eleitoral do país.
Sem espaço na federação União
Progressista, Moro também passou a procurar uma alternativa para não correr o
risco de ver a candidatura barrada pelo grupo político de Ricardo Barros
(PP-PR) nas convenções partidárias. Assim, o casamento com o PL surgiu como uma
alternativa que atende tanto aos interesses do senador paranaense como aos de
Flávio Bolsonaro, que é colega de Moro no Senado Federal.
A tendência dentro da União
Progressista é que a candidatura do ex-juiz seja levada aos presidentes
nacionais das legendas que compõem a federação: Antônio Rueda e o senador Ciro
Nogueira (PP-PI), que deu carta branca para Barros decidir o rumo do
Progressistas nas eleições no Paraná.
Com viabilidade eleitoral, o
senador depende do apoio de uma sigla partidária para concretizar o favoritismo
apontado pelo último levantamento do Paraná Pesquisas. Segundo o instituto,
Moro lidera os três cenários estimulados de primeiro turno com a preferência do
eleitorado entre 40% e 47% das intenções de voto.
Metodologia da pesquisa citada:
1.500 entrevistados pelo Paraná Pesquisas em 54 municípios do Paraná entre os
dias 1º e 4 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal
(PL). Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,6 pontos percentuais. Registro
no TSE sob o nº PR-06254/2026.