Da Redação | 21/05/2026
Aguardamos as resposta da plataforma (Foto: Plataforma "Fala Acre")
A plataforma “Fala Acre”, lançada
pelo senador Alan Rick, promete ouvir a população acreana e construir um plano
de governo participativo para as eleições de 2026. Entre os temas que precisam
ser debatidos está uma pergunta que muitas mulheres acreanas fazem há anos:
qual será, de fato, o valor da mulher na política acreana. Em todas as
eleições, mulheres são cooptadas para assumir candidaturas em siglas no Acre e
em todo o Brasil. Mas aqui queremos fazer algumas perguntas:
Pedir ao portowaltenses que
aproveite que o Fala Acre vai estar na cidade sexta-feira a pergunta é; 1º essas
mulheres que os partidos chamam para serem candidatas vão realmente disputar o
pleito eleitoral ou servem apenas para fortalecer a sigla e virar escada para
homens com potencial de eleição ou desvios da cota que é de direito delas?
2º Essas mulheres são usadas como
vitrine partidária ou apenas para receber recursos do fundo partidário e depois
serem jogadas de escanteio?
3º Por que a maioria dessas
mulheres não tem expressão nas urnas, mas apresenta gastos elevados de
campanha?
4º Por onde andam essas mulheres
após as eleições o Fala Acre sabe onde estão?
5º Depois do período eleitoral,
prefeitos e governadores dão espaço na administração para essas agora
ex-candidatas?
6º E, por fim, a Justiça
Eleitoral vai continuar de olho nas candidaturas femininas e nos gastos de
campanha para que não se repitam esquemas de “laranjal” como os denunciados em
2018?
Ou casos mais recentes, como o de
Sena Madureira em 2024?
Nas eleições passadas,
especialmente em 2018, muitas mulheres foram usadas apenas para cumprir cota
partidária, sem estrutura, apoio financeiro ou espaço real de participação. Em
vários casos, candidaturas femininas serviram apenas como “escada” para fortalecer
grupos políticos masculinos.
Agora, com o discurso de
participação popular e inclusão através da plataforma “Fala Acre”, fica o
questionamento: será diferente em 2026? As mulheres terão voz ativa, apoio
verdadeiro e espaço nas decisões políticas ou continuarão sendo lembradas
apenas em período eleitoral?
O Acre precisa avançar na
valorização da mulher na política, garantindo respeito, oportunidades e
protagonismo real, e não apenas presença simbólica em campanhas eleitorais para
beneficiar o candidato. A sociedade acreana espera que a nova geração de
projetos políticos rompa com práticas antigas e trate as mulheres como
protagonistas da construção do futuro do estado do Acre.