O SILÊNCIO DE ALAN RICK SOBRE AS EMENDAS AO INSTITUTO LEO MOURA LEVANTAM QUESTIONAMENTOS

O Acre quer saber quantas escolinhas esta funcionando e no total quantas esta em andamento para iniciar os trabalhos

Da Redação | 29/05/2026

O SILÊNCIO DE ALAN RICK SOBRE AS EMENDAS AO INSTITUTO LEO MOURA LEVANTAM QUESTIONAMENTOS

O povo quer saber (Foto divulgação)

O silêncio do senador e pré-candidato ao Governo do Acre, Alan Rick, sobre as emendas destinadas ao Instituto Leo Moura para manutenção de escolinhas voltadas à juventude acreana começa a levantar questionamentos e cobranças da população.

Nos últimos meses, o senador demonstrou firmeza ao cobrar explicações e fiscalização sobre emendas destinadas ao ex-prefeito de Rio Branco. No entanto, quando o assunto envolve recursos enviados ao Instituto Leo Moura, o mesmo rigor parece ter desaparecido.

Diante de tantas denúncias de fraudes contra os cofres públicos e desvios de emendas parlamentares, este jornal tem buscado informações sobre o destino dos milhões de reais enviados por políticos acreanos.

Ao analisar notícias e redes sociais de parlamentares, nos deparamos com fotos e textos enaltecendo o senador Alan Rick por uma parceria com o Instituto Léo Moura. Essa aliança levou o parlamentar a destinar recursos federais, por meio de emendas de sua autoria, para projetos da instituição no Acre.

Com o passar do tempo, a Controladoria-Geral da União (CGU) trouxe à tona declarações sobre possíveis fraudes em licitações envolvendo o Instituto Léo Moura.

Diante disso, ficam alguns questionamentos:

Senador Alan Rick, as emendas destinadas aos projetos do instituto no Acre foram realmente aplicadas nas atividades voltadas às crianças e adolescentes? Os jovens receberam chuteiras, caneleiras, uniformes, bolas, meias e demais materiais prometidos? As escolinhas continuam funcionando corretamente, mesmo após a CGU bloquear repasses à instituição por suspeitas de irregularidades em licitações?

Como parlamentar e autor das emendas, o senador já buscou informações detalhadas sobre a execução dos recursos e o andamento dos projetos financiados no estado?

A pergunta que fica é: por que o silêncio?

Se houve tanta preocupação com a aplicação correta de recursos públicos em outros casos, por que agora não existe a mesma cobrança, transparência e prestação de contas? O povo acreano merece respostas claras sobre como esses recursos estão sendo utilizados, quais resultados foram apresentados e quantos jovens realmente estão sendo beneficiados.

A ausência de posicionamento público abre espaço para dúvidas e desconfiança. Afinal, dinheiro público exige responsabilidade, fiscalização e transparência, independentemente de quem receba os recursos.

O Acre quer saber:

Quanto foi destinado?

Como o dinheiro foi aplicado?

Quais municípios foram atendidos?

Onde estão os relatórios e resultados do projeto?

Quando se trata de recursos públicos, não pode existir seletividade na cobrança. Fiscalizar adversários e silenciar diante de aliados gera um discurso contraditório e enfraquece a credibilidade política.

Talvez tenha chegado o momento do programa “Fala Acre” entrar nesse debate e buscar as respostas que até agora não foram dadas à população acreana.

O silêncio, neste caso, fala alto.