“O DESASTRE” Aliada de Lula, Espanha se afasta dos EUA e tenta ser ponte entre China e União Europeia

O Brasil tenta de todas as maneiras criar bloco comunista e ser aliado da China ainda bem que seu governo está acabando

Por: Edilberto Araújo | 18/04/2026

“O DESASTRE” Aliada de Lula, Espanha se afasta dos EUA e tenta ser ponte entre China e União Europeia

Logo em breve esse governo vai acabar para o bem do Brasil (Foto: Radar News Diário)

Em sua quarta visita a Pequim em quatro anos, o primeiro-ministro socialista da Espanha, Pedro Sánchez, voltou para casa com acordos comerciais, o reconhecimento do ditador Xi Jinping como interlocutor privilegiado entre a China e a União Europeia (UE) e uma mensagem sobre de que lado Madri escolheu ficar neste momento da história.

Aliado próximo do presidente Lula, o premiê espanhol tem adotado, nos últimos meses, uma estratégia de afastamento dos Estados Unidos, posicionando-se como um dos principais críticos do governo de Donald Trump no continente europeu.

Novo encontro com Lula na Espanha

Após se reunirem em julho de 2025 em Santiago, no Chile, onde Sánchez, Lula e outros líderes de esquerda da América Latina firmaram uma declaração conjunta contra o que chamaram de avanço da “extrema-direita” e do “autoritarismo” global, os dois líderes voltaram a se encontrar na última sexta-feira (17) em Barcelona.

Em sua passagem pela Espanha, Lula também deve participar do evento socialista Global Progressive Mobilisation ao lado de Sánchez e dos presidentes esquerdistas da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum. O evento em questão é promovido pela Internacional Socialista e pelo Partido dos Socialistas Europeus.

Sánchez defende China como aliada

No encontro bilateral realizado no Grande Salão do Povo, em Pequim, o ditador Xi Jinping elogiou a Espanha como um país que age “com retidão moral” e declarou que Madri e a China estão “no lado certo da história”.

A declaração soou como endosso direto à postura de Sánchez diante da guerra no Irã e das pressões de Trump. Xi também reconheceu Sánchez como canal privilegiado de diálogo entre Pequim e Bruxelas.

O premiê espanhol abraçou o papel que lhe foi descrito pelo líder chinês e defendeu uma “relação UE-China baseada na confiança, no diálogo e na estabilidade”.

Sánchez também defendeu a ideia de “uma ordem multipolar a partir do respeito e do pragmatismo”. O premiê espanhol já havia dito anteriormente que o mundo já não gira em torno do Ocidente.

A China se tornou nos últimos anos o maior parceiro comercial da Espanha fora da União Europeia, e a Espanha é vista por Pequim como uma importante aliada dentro do bloco europeu.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas da China, o comércio bilateral entre os dois países superou os US$ 55 bilhões (cerca de R$ 275 bilhões, na cotação mais recente) em 2025, com crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior. Além disso, empresas chinesas têm ampliado seus investimentos na Espanha em setores como baterias, energia renovável e infraestrutura, movimento que o governo espanhol vê como estratégico para impulsionar sua reindustrialização.